Maduro e Cilia Flores: Acusações de Tortura nos EUA
Novas acusações de tortura contra Nicolás Maduro e sua esposa surgem em meio a um processo judicial que se intensifica nos Estados Unidos.

No cenário atual, Nicolás Maduro e Cilia Flores estão sob custódia nos Estados Unidos desde janeiro de 2026. O ex-líder da Venezuela e sua esposa enfrentam acusações de conspiração para cometer tortura, além de tráfico de drogas e posse de armas, que negam veementemente. Ambos estão detidos em um centro prisional no Brooklyn, após serem capturados em uma operação realizada em Caracas.
Organizações de direitos humanos e ex-prisioneiros denunciam práticas sistemáticas de tortura nas prisões venezuelanas. O julgamento de Maduro e Flores está agendado para junho de 2027. Recentemente, novas acusações foram reveladas, ligando o casal à tortura de cidadãos americanos sob custódia na Venezuela durante o governo de Maduro. O indiciamento descreve um sistema de repressão que se baseava na violência contra a oposição política, incluindo detenções arbitrárias e tortura de detentos.
Os métodos de tortura relatados incluem choques elétricos, asfixia, estupro, nudez forçada, isolamento prolongado, privação de alimentos e tortura psicológica, com ameaças de morte às famílias das vítimas. Segundo o indiciamento, Cilia Flores teria desempenhado um papel crucial na manutenção desse sistema repressivo, dando ordens e recebendo atualizações sobre a tortura de prisioneiros específicos.
As alegações se baseiam em relatos de prisioneiros que conseguiram escapar das detenções na Venezuela. Javier Tarazona, líder de uma organização de direitos humanos, e Ángel Godoy, um ex-interno, compartilharam suas experiências de tortura e isolamento, evidenciando a brutalidade do regime de Maduro. As acusações refletem um padrão de abusos que continua a ser investigado, enquanto o processo judicial avança.
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O presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro, e sua mulher, Cilia Flores, se declararam, nesta quinta-feira, inocentes da acusação de terem conspirado para a tortura de oponentes políticos. A nova acusação contra o casal havia sido apresentada na semana passada, em desdobramento da ação criminal a que Maduro, de 63 anos, e Cilia, de 70, enfrentam na Justiça dos EUA. Como estratégia para manutenção do próprio poder, promotores americanos acusam Maduro de ter dado ordens para que a repressão do regime torturasse políticos de oposição e militares acusados de tramar contra o ditador. Em um dos incidentes reportados no indiciamento, Maduro teria determinado ao aparato de repressão, em 2014, que seguestrasse militares para extrair informações quanto a possível dissidência, e o orientou a "espremer com força" os detidos quando mostrassem resistência a cooperar. Em uma reunião, Cilia Flores teria apoiado essa linha de ação e rejeitado um plano alternativo para infiltrar agentes entre os suspeitos para obter informações. O casal não é acusado de participar diretamente de atos de tortura.
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Se forem considerados culpados de todas as acusações, ambos poderão enfrentar uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão. Maduro e Flores foram capturados pelo Exército norte-americano em 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação ordenada pelo presidente Donald Trump, e transferidos para Nova Iorque. Desde então, permanecem detidos em Brooklyn. A vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu a liderança da Venezuela após a captura de Maduro e tem intensificado a cooperação com Washington.