LVMH: Vendas nos EUA Crescem Apesar da Guerra no Irã

LVMH: Vendas nos EUA Crescem Apesar da Guerra no Irã

A gigante do luxo, LVMH, reporta aumento nas vendas trimestrais, impulsionadas pela demanda nos EUA, enquanto enfrenta desafios na Europa e no Golfo Pérsico.

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Bloomberg

A gigante do setor de luxo, LVMH, trouxe novidades nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026. A empresa registrou um aumento nas vendas trimestrais, com a forte demanda nos Estados Unidos ajudando a equilibrar os gastos mais fracos na Europa e na região do Golfo Pérsico, que enfrentam os impactos da guerra com o Irã. No segundo trimestre, as vendas da proprietária das renomadas marcas Louis Vuitton, Dior e Bulgari cresceram 3%, ajustadas pelas variações cambiais, alcançando 19,5 bilhões de euros, ou cerca de 22,2 bilhões de dólares. Esses números alinham-se bem com as expectativas do mercado, conforme apontado pela Visible Alpha.

O crescimento foi, sem dúvida, impulsionado pelos Estados Unidos, onde as vendas avançaram 6% no segundo trimestre, superando uma alta de 3% nos primeiros três meses do ano, como relatou a LVMH. Na prática, as marcas de luxo da Europa têm direcionado seus esforços para o mercado americano, abrindo novas lojas e promovendo eventos de moda, tudo para cativar consumidores de alta renda que se beneficiam do “boom” da inteligência artificial e da tecnologia. Enquanto isso, a demanda em outras regiões continua moderada.

Entretanto, a atualização da LVMH, sendo o primeiro grande grupo de luxo a divulgar resultados do primeiro semestre, pode não ser suficiente para acalmar os investidores. O setor de luxo, avaliado em impressionantes 400 bilhões de euros, ainda luta para se recuperar de uma desaceleração que já dura dois anos. A divisão de moda e artigos de couro, que representa a maior parte do lucro operacional da LVMH, registrou um crescimento orgânico de apenas 1%. Esse foi o primeiro avanço trimestral da unidade em dois anos, mas ficou aquém das expectativas dos analistas, que aguardavam um aumento de 1,7%.

A LVMH observou que a guerra com o Irã teve um impacto negativo, reduzindo o crescimento da divisão em um ponto percentual. No entanto, uma luz no fim do túnel: a Dior parece estar ganhando força sob a nova direção criativa de Jonathan Anderson. Na Europa, as vendas permaneceram estáveis no trimestre, após uma queda nos primeiros meses do ano, com o conflito no Oriente Médio afetando o turismo.

No primeiro semestre, as vendas aumentaram 2% em termos orgânicos, mas recuaram 3% em termos reportados, totalizando 38,6 bilhões de euros. O lucro operacional recorrente, por sua vez, caiu 4%, somando 8,7 bilhões de euros, embora a margem operacional tenha se mantido praticamente inalterada em 22,5%. Vale destacar que as ações do grupo francês, sob o comando do bilionário Bernard Arnault, acumulam uma queda de 28% desde o início do ano, tornando a LVMH uma das ações de grande capitalização com pior desempenho na Europa.

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