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Lula Reage a Críticas sobre Fim da Taxa das Blusinhas
Presidente defende nova medida que elimina imposto de importação e destaca impactos positivos na economia brasileira.
Reprodução Redes Sociais
Na tarde de hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às preocupações levantadas pelo setor produtivo sobre o fim da chamada taxa das blusinhas. Essa medida, sancionada hoje no Palácio do Planalto, elimina um imposto de importação de 20% para compras internacionais que não ultrapassem US$ 50. O projeto de lei de conversão (PLV), que surgiu de uma medida provisória (MP) do governo, foi recentemente aprovado pelo Congresso Nacional. Durante a cerimônia de sanção, Lula declarou: "Eu posso dizer para vocês, eu acho que é meio falso o discurso dos empresários que dizem que vão ter prejuízo [com a isenção]." Ele ainda acrescentou que a taxa era tão insignificante que não justificava alarmes sobre desemprego ou problemas no comércio. Vale lembrar que a introdução dessa taxação ocorreu em agosto de 2024, resultado de pressões significativas do varejo sobre o Congresso. Contudo, as importações de pequeno valor ainda estarão sujeitas a taxas cobradas pelos governos estaduais. Além de revogar a taxa, o PLV traz um tratamento especial para pacientes que precisam de medicamentos indisponíveis no Brasil. Para esses casos, não há o limite de US$ 50, mas os produtos precisam atender a requisitos específicos, como serem considerados "acabados", não terem similar nacional, serem reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e serem importados por pessoas físicas para uso próprio, especialmente no tratamento de doenças raras ou negligenciadas. A indústria, no entanto, contesta a visão do presidente. Um relatório de abril da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que, enquanto a taxa esteve em vigor, ela teria "ajudado a preservar" mais de 135,8 mil empregos e R$ 19,7 bilhões na economia do país. Esse impacto positivo seria devido à prevenção da entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados. Neste ano, com a nova medida que extingue a taxa, o Brasil registrou um aumento significativo nas importações. Em junho, o país alcançou a marca de R$ 2,6 bilhões em produtos internacionais, um recorde histórico no programa de nacionalização antecipada, conforme dados da Receita Federal. Lula enfatizou a importância de observar os resultados ao longo do tempo, afirmando: "Precisamos deixar o tempo passar para ver quem é que está com a verdade." Ele argumentou que as novas compras irão injetar mais dinheiro na economia. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também estava presente no evento, destacou que o novo texto ajudou a organizar as importações. "A gente não tinha controle [das compras internacionais]; vinham peças de arma, brinquedos prejudiciais para as crianças. O que fizemos foi organizar essas remessas. Hoje, todas essas empresas padronizaram suas caixas. A apreensão de armas e drogas aumentou bastante", comentou. Por fim, Lula questionou a ideia de que a isenção impactaria negativamente a produção nacional. "Se você entrar nessas grandes lojas brasileiras, você não vai ver roupa produzida aqui", afirmou, provocando uma reflexão sobre a realidade do setor.
