Lula Processa TSE por Vídeos de Apoiadores de Bolsonaro
A campanha de reeleição de Lula busca a remoção de vídeos que distorcem fatos sobre seu evento na Avenida Paulista, alegando desinformação.
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12 de outubro de 2026, 13h18 Atualizado às 13h19
Na manhã desta segunda-feira (12), a campanha de reeleição de Lula, do PT, decidiu acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo é solicitar a remoção imediata de vídeos que circulam na internet, divulgados por políticos bolsonaristas, que acusam militantes petistas de depredação e uso de drogas durante um evento de campanha na Avenida Paulista, realizado no domingo (11).
Na petição, a defesa da campanha petista argumenta que alguns trechos dos vídeos mostram, na verdade, usuários de drogas no Chile, e pede a exclusão de todas essas publicações. "É fundamental ressaltar que um trecho do material contestado foi originalmente postado em 10 de outubro de 2026, no Chile, pelo perfil Justiniano (@multapor100) na plataforma X, um dia antes da manifestação na Avenida Paulista, em 11 de outubro de 2026. Isso evidencia a circulação prévia do conteúdo", afirma um trecho da representação, que foi assinado pelo escritório de advocacia Ferrado e Novaes.
A manifestação continua: "Observa-se, assim, a criação de conteúdo falso pelo representado. E, o que é ainda mais grave, transforma imagens de cidadãos que participaram de uma mobilização política em instrumentos de desqualificação coletiva contra Luiz Inácio Lula da Silva e em favor de Flávio Nantes Bolsonaro."
De acordo com a representação, o vídeo com as imagens do Chile foi disseminado inicialmente pelo perfil do deputado federal eleito Rony Gabriel (Podemos-RS) e, em seguida, replicado pelos perfis oficiais de Flávio Bolsonaro (PL) e do empresário Pablo Marçal. Além disso, a peça cita outros vídeos que atribuem aos apoiadores que participaram do ato de Lula ações de vandalismo, violência e uso de drogas.
Esses vídeos foram publicados e amplamente divulgados pelos políticos Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP). Para a campanha petista, tudo isso é parte de uma articulação para misturar informações descontextualizadas e criar uma narrativa falsa sobre o evento.
"A desqualificação da honra é evidente na narrativa adotada pelo representado, que associa Luiz Inácio Lula da Silva e seus apoiadores à criminalidade, ao consumo de drogas, à depredação do patrimônio público e à defesa de movimentos terroristas. Ao atribuir genericamente essas condutas aos participantes da manifestação, o vídeo vai além da crítica política e constrói uma imagem depreciativa do ato e do candidato apoiado, utilizando tais imputações para danificar sua imagem diante do eleitorado", complementa a representação.
• Neste momento, o caso está sob análise do ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE.
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