Lula e Flávio Intensificam Críticas em Campanhas Presidenciais

Na corrida presidencial, Lula propõe revisão de emendas enquanto Flávio Bolsonaro critica decisões do STF, acirrando o debate político.

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Lula e Flávio Intensificam Críticas em Campanhas Presidenciais
Arte g1

Na corrida presidencial de 2026, Lula e Flávio Bolsonaro estão focados no Congresso e no STF, respectivamente. O petista sugere uma revisão das emendas parlamentares, enquanto o senador intensifica suas críticas à Corte. No programa apresentado por Lula, as emendas são vistas como distorções do orçamento federal, insinuando que a criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

No último domingo (9), Flávio Bolsonaro classificou de desumana a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que impediu sua visita ao pai, justificando-se por restrições judiciais anteriores. Ambos os pré-candidatos, que lideram as pesquisas eleitorais, direcionam suas críticas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Lula critica abertamente as emendas parlamentares e sugere mudanças em sua execução, o que pode intensificar o confronto com o Congresso Nacional.

No programa protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula destaca que, se reeleito, enfrentará o atual sistema de emendas parlamentares. Por outro lado, Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ, tem aumentado suas críticas ao STF, chamando de desumana a decisão de Moraes de barrar sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Dia dos Pais.

O programa de Lula descreve os repasses como uma grave distorção na elaboração e gestão do orçamento federal. O documento menciona que as emendas impositivas e o orçamento secreto mudaram as relações entre o Executivo e o Legislativo, sequestrando o orçamento público e reduzindo a eficiência alocativa.

O texto também aborda a PEC da Segurança Pública, aprovada na Câmara dos Deputados, mas que não avançou no Senado Federal, onde Davi Alcolumbre (União-AP) é o líder. Segundo o programa, o governo se compromete a criar o Ministério da Segurança Pública apenas após a aprovação da PEC pelo Congresso Nacional.

Além disso, o documento prevê diálogo com os senadores para aprovar outra PEC, que visa acabar com a escala de trabalho 6x1, já aprovada na Câmara, mas sem progresso no Senado. Embora critique as emendas parlamentares e enfatize a responsabilidade do Legislativo na aprovação de duas PECs populares, o programa ressalta que o governo colaborou em conjunto com o Congresso nos últimos quatro anos.

O tom de crítica dirigido aos parlamentares é mais sutil do que o adotado pelo governo e por petistas em 2025, após a derrubada do decreto presidencial do IOF pelos legisladores. O discurso governista do "nós contra eles", que atribuía aos parlamentares a responsabilidade pela manutenção de privilégios, gerou desconforto na cúpula do Congresso, e membros do Centrão acreditam que essa abordagem fortalece uma imagem de candidato antissistema para Lula.

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