Lula Aciona TSE Contra Meta por Impedimentos em Campanha
Campanha de Lula denuncia Meta por falhas em impulsionamento e pede investigação ao TSE e ANPD.
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10/10/2026, 14h01 Atualizado em 10/10/2026, 14h01
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, citando problemas no impulsionamento de conteúdo pago nas redes sociais da empresa. A coordenação da campanha alega que a gigante da tecnologia não forneceu explicações adequadas sobre as falhas encontradas e busca esclarecimentos também junto à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Até o momento, a Meta não respondeu ao Valor sobre o assunto.
Em um comunicado, a campanha destacou pelo menos três incidentes em que os conteúdos impulsionados foram retidos ou não alcançaram o público previsto. "No primeiro turno das eleições deste ano, a conta de anúncios do presidente Lula chegou a ser suspensa – e até hoje não recebemos uma justificativa formal para isso", afirmou Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT, em uma coletiva de imprensa no QG da campanha, em Brasília, neste sábado (10).
O grupo critica a Meta, proprietária do Facebook e Instagram, por supostamente "privilegiar conteúdos da direita". O documento elaborado pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT menciona que a página do senador Flávio Bolsonaro teve, em média, 2,96 vezes mais engajamento do que a de Lula, mesmo contando com 17,2% a menos de seguidores. Esse dado foi destacado na nota.
O partido afirma que, em todas as ocasiões em que a Meta foi questionada, a empresa reconheceu as falhas, mas atribuiu a situação a "problemas técnicos". "Estamos denunciando isso porque a Meta admite o erro, mas não oferece uma explicação convincente", declarou Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha, em conversa com a imprensa neste sábado.
De acordo com o partido, o mais recente bloqueio no impulsionamento começou na manhã da última sexta-feira (9) e se estendeu até esta manhã. "Isso significa que, durante esse período, a campanha ficou impossibilitada de utilizar essa forma de impulsionamento, que é parte essencial da estratégia digital de qualquer campanha política", ressalta a nota.
"A empresa afirma que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não apresentou evidências concretas disso, tampouco de que outros candidatos no Brasil foram impactados", continua o comunicado. "Situações semelhantes ocorreram com várias publicações e perfis que expressavam apoio à candidatura do presidente Lula."
O partido argumenta que essas falhas têm prejudicado diretamente a estratégia digital da campanha petista. "Há uma tentativa clara de esconder as contradições entre as duas candidaturas do povo brasileiro", afirmou Camilo. "Isso cria um desequilíbrio em uma eleição tão acirrada", completou.
Atualizado há menos de 1 hora
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, pediu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determine à Meta a retirada de uma rede de 255 perfis apontados como automatizados ou inautênticos. A coligação pediu ainda a recomposição do alcance de conteúdos da campanha que teriam sido prejudicados pela plataforma. Entre as medidas solicitadas, a coligação quer que a Meta seja notificada para, em até seis horas, cessar as irregularidades apontadas e comprovar o cumprimento das determinações. Também pede a retirada da rede de perfis considerados inautênticos, a recomposição do alcance de conteúdos e multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento, inicialmente limitada a R$ 5 milhões. No caso da perda de alcance, a campanha pede a 'recomposição do alcance dos conteúdos dos perfis oficiais da Coligação e de seu candidato, mediante entrega corretiva integralmente custeada pela plataforma, em volume equivalente ao dobro da perda apurada'. Caso o pedido de recomposição em dobro não seja aceito, a coligação solicita, alternativamente, a recomposição simples, equivalente à perda apurada. A coligação também questionou o alcance de publicações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o funcionamento da ferramenta Meta AI. Um dos pedidos apresentados pela coligação de Lula envolve uma rede de 255 perfis no Instagram que, segundo relatório do Instituto Democracia em Xeque citado pela campanha, seria gerida com inteligência artificial. De acordo com a petição, o levantamento atribuiu à rede 58,6 milhões de visualizações no mês monitorado e afirma que ela foi utilizada para publicar conteúdos contra Lula, o Partido dos Trabalhadores (PT) e a primeira-dama. A coligação pede a remoção ou indisponibilização imediata das contas que classifica como automatizadas ou inautênticas. Também solicita informações sobre os meios técnicos utilizados pela plataforma para identificar redes coordenadas e sobre as providências adotadas.
Atualizado há 3 horas
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu nesta quinta-feira (15) a Meta de restringir a entrega de postagens relacionadas aos candidatos à Presidência da República. Pela decisão, o Facebook, uma das redes sociais operadas pela Meta, deve abster-se de reduzir a distribuição de publicações, impedir recomendações ou restringir resultados de busca. A Meta controla também Instagram e WhatsApp. A decisão determina tratamento igualitário entre as candidaturas e prevê medidas contra restrições desiguais. Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 500 mil. A decisão foi proferida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informar ao TSE que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitiam gerar imagens de Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) está liberada.
Atualizado há 9 horas
Em resposta às denúncias da campanha de Lula, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a Meta de restringir a entrega de postagens relacionadas aos candidatos à Presidência da República. A decisão, proferida nesta quinta-feira (15), determina que o Facebook, operado pela Meta, deve abster-se de reduzir a distribuição de publicações, impedir recomendações ou restringir resultados de busca, garantindo tratamento igualitário entre as candidaturas e prevendo medidas contra restrições desiguais.
Caso a Meta descumpra a decisão, será aplicada uma multa diária de R$ 500 mil. A decisão surge após a campanha de Lula informar que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitiam criar imagens de Lula, enquanto imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro estavam liberadas.
O ministro destacou que as medidas não alcançam o conteúdo de opiniões dos usuários e devem ser aplicadas igualmente às candidaturas de Lula e Flávio. Ele justificou a decisão pela proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026, e pelo início dos períodos em que a lei veda a publicação de novos conteúdos sintéticos e o impulsionamento de propaganda eleitoral.
A Meta declarou que, em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles, tomando medidas adicionais para restringir recomendações.
Atualizado há 8 horas
Neste contexto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou uma decisão significativa nesta quinta-feira (15), quando o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta não deve interferir na distribuição de conteúdo político-eleitoral, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. Esta decisão marca um novo capítulo na disputa judicial envolvendo as campanhas, que têm enfrentado decisões oscilantes sobre a legalidade de canais como o 'Exército do Lula', que foi removido das plataformas em duas ocasiões recentes.