Líderes da Noruega e Finlândia têm diálogo raro com Putin

Conversa entre líderes nórdicos e presidente russo visa explorar negociações para a paz na Ucrânia, mas não representa a Europa como um todo.

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Noruega e Finlândia afirmam que não falam em nome de outros líderes europeus

Os líderes da Finlândia e da Noruega realizaram uma chamada conjunta com Vladimir Putin, um contato raro entre o presidente russo e líderes europeus. O objetivo dessa conversa foi explorar “futuras negociações para ajudar a encerrar a guerra” na Ucrânia, conforme informaram os gabinetes do presidente Alexander Stubb e do primeiro-ministro Jonas Gahr Støre. Importante ressaltar que essa iniciativa não representava “a Europa como um todo”.

Após a ligação, Putin comentou que as políticas "confrontacionais" da União Europeia e da OTAN estavam prolongando o conflito, que teve início com a invasão em larga escala da Rússia em 2022.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, conversou com os dois líderes nórdicos após seu diálogo com Putin. Na semana passada, ele já havia se encontrado com eles e com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, em Oslo, expressando sua gratidão pelo “apoio ativo” de seus homólogos da Finlândia e da Zelensky e EUA se Reúnem em Oslo: Crise de Inteligência e... Noruega.

A chamada, que durou 90 minutos e ocorreu na capital finlandesa, Helsinque, revelou “grandes diferenças de opiniões”, conforme Støre. Finlândia e Noruega, que fazem fronteira com a Rússia, tomaram a iniciativa de discutir a “guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e os esforços diplomáticos para acabar com o conflito e promover a paz e a estabilidade na Europa”, de acordo com os gabinetes dos líderes.

Stubb descreveu a conversa como “franca e substancial”, destacando que os resultados da guerra terão um “impacto direto em nossa segurança e na segurança mais ampla da Europa”.

Støre acrescentou: “A guerra traz custos humanos e materiais enormes. O sofrimento e a destruição impactarão gerações.”

O Kremlin revelou que Putin disse aos líderes que “uma paz justa e duradoura” só seria possível se os interesses da Rússia fossem levados em conta. Ele, assim como Stubb e Støre, concordou em continuar a comunicação direta por telefone, segundo a declaração oficial.

Rosenberg: Rússia concorda em dialogar sobre a Ucrânia, mas vê pouco a discutir em nova tentativa de paz.

Støre mencionou que todos os aliados tinham sido informados sobre a chamada com antecedência. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, expressou seu ceticismo em relação ao diálogo de terça-feira, afirmando à emissora dinamarquesa DR que não havia sido “coordenado com o resto de nós”.

Por outro lado, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse que Stubb o informou que a posição da Europa nas próximas conversações nos Emirados Árabes Unidos era “moderadamente otimista”.

As relações entre os EUA, a Ucrânia e seus aliados europeus têm se deteriorado desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, concordou em levantar algumas sanções contra a Rússia, permitindo que o país exportasse petróleo para os EUA.

Contudo, na semana passada, Stubb, Støre e Zelensky se reuniram com Witkoff na capital norueguesa, antes de o enviado especial dos EUA seguir para São Petersburgo para se encontrar com Putin. Após as conversas, Ucrânia, Rússia e EUA decidiram retomar as negociações em três partes que a Rússia havia interrompido por meses.

Após conversar com os dois líderes nórdicos, Zelensky mencionou que parte das discussões com Putin girou em torno das conversações trilaterais agendadas para novembro em Abu Dhabi. Ele disse que havia discutido com eles “diversos aspectos” do diálogo.

Atualizado há 4 horas

A chamada entre os líderes nórdicos e Vladimir Putin gerou uma divisão incomum entre os países nórdicos. As líderes da Dinamarca e da Suécia criticaram publicamente seus homólogos da Finlândia e da Noruega, destacando que a iniciativa não foi coordenada com outros países europeus. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, expressou ceticismo, afirmando que Moscou não leva a sério a via diplomática, e comparou a situação a tentativas isoladas anteriores de diálogo com a Rússia. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, também manifestou dúvidas sobre a eficácia da iniciativa, ressaltando que conversações que possam fragmentar a voz europeia são arriscadas.

Atualizado há 10 horas

Após a chamada com Putin, uma rara divisão surgiu entre os países nórdicos. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, criticaram publicamente a iniciativa de Finlândia e Noruega de manterem um telefonema surpresa com Putin, sem coordenação com outros líderes europeus. Frederiksen expressou ceticismo sobre a eficácia dessa aproximação, enquanto Kristersson destacou o risco de fragmentar a voz europeia. Ambos líderes sublinharam a importância de manter a unidade europeia em relação à guerra na Ucrânia.

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