LG Inova na Produção de Telas OLED com Tecnologia FLiPP
A LG Display apresenta a tecnologia FLiPP, que promete reduzir custos e melhorar o desempenho das telas OLED, revelada na IMID 2026.
A LG Display revelou uma nova abordagem na fabricação de telas OLED, prometendo não apenas a redução nos custos de produção, mas também melhorias significativas no desempenho dos painéis. Batizada de FLiPP (FMM-Less innovative Pixel Patterning), essa tecnologia elimina a necessidade de máscaras metálicas finas, que são atualmente essenciais para a formação dos pixels nessas telas.
Esse anúncio foi feito na última quarta-feira, 19 de agosto de 2026, durante a IMID 2026, uma exposição focada em inovações tecnológicas em telas e painéis, realizada em Busan, na Coreia do Sul. De acordo com a LG Display, os painéis fabricados com a técnica FLiPP têm potencial para oferecer melhor brilho e uma vida útil mais longa em comparação com os modelos desenvolvidos pelo método tradicional.
A empresa sul-coreana destaca que a nova tecnologia pode ser aplicada em telas que variam de 1 a 100 polegadas. Contudo, até o momento, não foram divulgados produtos que utilizem essa inovação. No Brasil, é provável que a nova técnica apareça apenas em televisores, uma vez que a LG já descontinuou a venda de notebooks no país e se retirou do mercado de smartphones globalmente.
Tradicionalmente, a fabricação de telas OLED baseia-se em um processo chamado FMM (máscara metálica fina). Nesta técnica, os materiais orgânicos nas cores vermelho, verde e azul são evaporados e depositados sobre o painel através de orifícios microscópicos em chapas metálicas. A LG faz uma analogia ao uso de estêncils em trabalhos artísticos para ilustrar esse método.
Embora amplamente utilizado na indústria, esse processo possui limitações que encarecem a produção. Um dos principais desafios é a necessidade de criar novas máscaras sempre que há uma alteração no tamanho ou na resolução do painel. Além disso, as máscaras podem sofrer deformações no centro devido ao seu peso, o que pode desalinhavar os pixels.
Outro ponto a ser considerado é a utilização do substrato de vidro na base dos painéis. Quando se trabalha com peças muito grandes, o método FMM frequentemente exige que o vidro seja cortado ao meio antes da evaporação dos materiais, o que pode ser ineficiente.
Para a fabricação de painéis OLED voltados para notebooks, a LG salienta que o uso do vidro inteiro pode aumentar a eficiência em até 64% em comparação com processos que dependem de substratos divididos.
A proposta do FLiPP é adotar um processo mais similar ao da fabricação de semicondutores, utilizando fotolitografia. Ao invés de aplicar os materiais orgânicos por meio de uma máscara metálica, a LG deposita as camadas RGB diretamente no painel e utiliza luz ultravioleta para remover as áreas que não devem ser mantidas.
Dessa maneira, a expectativa é que a LG não precise mais de peças físicas distintas para cada tamanho ou resolução de tela, o que facilitaria a adaptação a diferentes formatos.
Além disso, a LG afirma que a nova tecnologia FLiPP promete elevar o desempenho das telas, aumentando a taxa de abertura do painel — ou seja, a proporção da área da tela efetivamente ocupada pelos pixels que emitem luz. Segundo a empresa, no novo processo, essa taxa pode aumentar em cerca de 55%, trazendo uma série de benefícios.
Assim, a LG está, de fato, revolucionando a fabricação de telas OLED, com o objetivo de tornar a produção mais eficiente e acessível.
