Leilão de Gás da União: 23 Empresas Arrematam Todos os Lotes

O primeiro leilão de gás natural da União foi um sucesso, com 23 empresas garantindo todos os 110 lotes disponíveis, sinalizando forte demanda no setor.

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Leilão de Gás da União: 23 Empresas Arrematam Todos os Lotes
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22/10/2026, 13h23 (Atualizado às 13h41)

Hoje, um marco importante foi alcançado no setor de energia: o primeiro leilão de gás natural da União se encerrou com todos os 110 lotes sendo arrematados. Nesse leilão, um total de 1,1 milhão de metros cúbicos (m³) por dia foi oferecido diretamente a grandes consumidores. No total, 23 empresas de cinco setores industriais saíram vitoriosas, entre 36 proponentes habilitados. O preço médio, que levará em conta o valor do gás e o prêmio pago pelas vencedoras, além do ágio, ainda será divulgado.

Dentre as empresas que se destacaram estão grandes nomes como Vale, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gerdau, Samarco e Ternium, que representam os setores siderúrgico, metalúrgico e de mineração. O setor cerâmico também teve sua participação, com empresas como Dexco, Incepa e Mohawk. Já na área química e petroquímica, Braskem e Evonik Brasil se destacaram, e a Yara Brasil, que atua com fertilizantes, também foi contemplada. Indústrias do setor vidreiro também estiveram presentes.

O fornecimento deste insumo está programado para ocorrer entre março e dezembro de 2027, a partir da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, da Petrobras, situada no Complexo de Energias Boaventura, o antigo Comperj, no Rio de Janeiro. Importante destacar que a responsabilidade pelo transporte do gás ficará a cargo das empresas vencedoras.

Os lotes foram arrematados em cinco etapas, o que significa que não houve necessidade de uma etapa extra de competição entre as empresas, já que não houve separação por setor industrial.

De acordo com a avaliação da PPSA, o resultado do leilão foi um verdadeiro sucesso. A empresa já está planejando um novo certame para o próximo ano. “Em 2027, realizaremos um novo leilão com uma oferta de 1,8 milhão de metros cúbicos por dia, ou seja, um aumento de mais de 50% em relação ao que foi oferecido hoje”, afirmou Fernando Paroli, presidente da PPSA, que é responsável pela gestão dos contratos de partilha de produção.

“Isso representa um marco para a indústria nacional. Conseguimos demonstrar que a demanda por gás no Brasil é muito maior do que se imaginava. Todos os setores adquiriram 100% da produção, evidenciando que havia uma demanda reprimida em todas essas áreas”, completou Paroli.

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