Jogos Olímpicos de Inverno 2026: Esportes Favoritos na Europa
Os próximos Jogos Olímpicos de inverno Milão-Cortina deverão impulsionar ainda mais a economia dos desportos de inverno na Europa, embora os custos elevados estejam a tornar-se cada vez mais um obstáculo para os amantes da neve.

A Itália se prepara para um grande impulso no turismo com a chegada dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno em Milão e Cortina, que começam nesta sexta-feira, 6 de fevereiro. O evento promete atrair cerca de dois milhões de visitantes, destacando o aumento anual de 20% nas despesas nas estâncias de esqui italianas, colocando o país em pé de igualdade com a Áustria, ambos os principais destinos de inverno da Europa. Esses dados foram revelados em um relatório da VISA, compartilhado com a Europe in Motion, que abrange as temporadas de inverno de 2023/2024 e 2024/2025.
Além disso, os gastos também cresceram consideravelmente em outros locais, como França (15%), Suíça (10%) e Noruega (10%). Os turistas estão dispostos a gastar mais em restaurantes (19%), hotéis (17%) e mercearias (9%).
No entanto, a federação hoteleira italiana, Federalberghi, aponta uma queda de quase 4 milhões de visitantes entre 2023 e 2025, com mais da metade desistindo de viajar por questões financeiras.
Entre as preferências, os turistas alemães se destacam, com 80% optando por passar as férias de inverno fora de casa. Em contraste, finlandeses e poloneses tendem a esquiar em seus próprios países, enquanto 85% dos franceses preferem explorar seu território, que também é o destino favorito dos britânicos.
Os britânicos, curiosamente, têm uma preferência por patinação no gelo (47%), uma paixão compartilhada pelos húngaros (51%). Já os romenos se destacam com uma preferência por trenós puxados por cães (51%). O esqui continua a ser a atividade predominante na maioria dos países europeus, enquanto os americanos costumam optar pelo snowboard.
A cerimônia de abertura, marcada para o Estádio Giuseppe Meazza em Milão, promete ser um espetáculo à parte, com apresentações de artistas renomados como Mariah Carey, Andrea Bocelli e Laura Pausini. No entanto, o evento não está isento de polêmicas, especialmente com a presença do Serviço de Imigração e Alfândegas dos EUA (ICE), que gerou críticas após sua participação em uma operação polêmica que resultou na morte de dois civis em Minneapolis.
O ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, confirmou a presença do ICE, esclarecendo que sua função será apenas de apoio aos serviços secretos da delegação diplomática e olímpica dos EUA. Além disso, os organizadores enfrentam críticas em relação aos atrasos na construção da Arena de Hóquei de Santagiulia, em Milão, e à escassez de estacionamentos exclusivos para a equipe.
Assim, enquanto a Itália se prepara para receber o mundo, esses desafios e expectativas se entrelaçam, apresentando um quadro complexo para o próximo grande evento esportivo.
Atualizado há 5 horas
Mais de 2.900 atletas de mais de 90 países competem nos Jogos em Itália. Serão 196 os atletas italianos a participar nos 16 desportos praticados durante as competições.
Através dos Jogos Olímpicos de Inverno, os primeiros a serem oficialmente coorganizados por duas cidades, Itália pretende atrair ainda mais turistas. O objetivo é dar visibilidade também a destinos menos conhecidos.
A nível económico, os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 poderão gerar até 5,3 mil milhões de euros no total, de acordo com uma análise do gabinete de estudos do grupo Banca Ifis. Deste montante, 1,1 mil milhões correspondem a despesas imediatas com atividades e serviços no local para os espectadores, 1,2 mil milhões a receitas turísticas diferidas no ano seguinte e três mil milhões ao valor a longo prazo derivado das novas infraestruturas.


