JET Expande Mercado de Patinetes no Brasil em 2026
Com 40 mil veículos em operação, a JET aposta na micromobilidade e planeja expansão em novas cidades até o final do ano.
11/09/2026 10h26
• Atualizado há 29 minutos
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Recentemente, muitos consideravam o mercado de patinetes no Brasil como encerrado, especialmente após o fechamento de marcas como Yellow e Grin. No entanto, a JET, que trouxe seus patinetes azuis para o país em 2024, não se deixou abater e afirma que sua aposta no mercado brasileiro está trazendo resultados positivos, com planos de investir ainda mais em sua operação local.
“O interesse [do consumidor] ainda existe. As pessoas precisam de opções de transporte de micromobilidade, especialmente agora que os congestionamentos aumentaram e o número de carros nas ruas também”, comenta Ilia Timakhovskii, CEO da JET na América Latina, em uma conversa com o Startups. “Nossos números refletem isso.”
Atualmente, a JET opera com 40 mil veículos em 53 cidades brasileiras, realizando entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de viagens por mês. Em menos de dois anos de operação no Brasil, já contabiliza mais de 25 milhões de viagens e 7 milhões de usuários cadastrados em 15 estados.
De acordo com informações fornecidas pela própria companhia, a JET detém cerca de 85% do mercado nacional de micromobilidade compartilhada, com a Whoosh como principal concorrente, que possui uma frota de aproximadamente 10 mil patinetes.
Apesar de já liderar o mercado, Ilia deseja acelerar ainda mais. “Queremos expandir nossas operações para 10 a 15 novas cidades e adicionar entre 10 mil e 15 mil patinetes à nossa frota, além de incluir bicicletas, até o final deste ano ou início do próximo”, revela o executivo, informando que o pedido já foi feito na China e deve chegar ao Brasil nos próximos meses.
Essa expansão não se limita apenas ao aumento da frota, mas também à diversificação dos veículos. As bicicletas elétricas, que atualmente representam uma pequena parte do total de veículos (1,5 mil unidades em todo o país), apresentam grande potencial, competindo com empresas como a Tembici.
“Testamos as bicicletas elétricas e percebemos um grande potencial nelas”, afirma. “As viagens tendem a ser um pouco mais longas do que as de patinete, então vamos investir também nesse segmento.”
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Outro aspecto importante é a fidelização dos usuários, refletida nos números. A participação do JET Plus, um plano de assinatura que custa R$ 9,90 por mês e isenta os usuários da taxa de desbloqueio, aumentou de cerca de 41% do total de viagens no primeiro semestre de 2025 para 47% no mesmo período deste ano.
Mas, se o mercado está prosperando para a JET, o que a diferencia do boom das startups no início dos anos 2020, que cresceram rapidamente, enfrentaram a pandemia e não conseguiram se reerguer depois? Para Ilia, a resposta está em duas fases distintas — e a diferença está nos equipamentos utilizados.
“Elas não conseguiram sobreviver porque o modelo de patinete não atendia às necessidades dos clientes nem das operações na época”, explica. “As baterias não eram removíveis e tinham uma vida útil curta. Agora, utilizamos patinetes de nova geração, com baterias intercambiáveis, o que torna o negócio viável e garante que os veículos estejam sempre rodando.”
