
Japão flexibiliza regras de sucessão real, mas imperatrizes ainda são proibidas
Nova legislação permite adoção de parentes masculinos, mas mantém a proibição de mulheres no trono imperial japonês.
Figure caption, Watch: How Japan's royal succession rules are changing
O parlamento japonês aprovou recentemente uma proposta que visa flexibilizar as regras de sucessão imperial. Com essa nova legislação, agora é possível adotar parentes masculinos distantes com mais de 15 anos e, além disso, as mulheres poderão manter seu status real mesmo após casarem-se fora da família. Contudo, é importante destacar que a lei que impede as mulheres de ascender ao trono permanece intacta. Isso significa que a Princesa Aiko, única filha do atual imperador, continua sendo inelegível para a sucessão. Essa proposta, que recebeu a aprovação da câmara alta, surge em um momento crítico, em que o tamanho da família imperial está diminuindo. Atualmente, a linha de sucessão enfrenta riscos, já que o Príncipe Hisahito, segundo na linha, precisa ter um filho homem para garantir a continuidade do legado. Na prática, a sociedade japonesa demonstra um forte apoio à ideia de uma imperatriz, com pesquisas recentes indicando que mais de 70% da população é favorável a essa mudança. Essa emenda representa a primeira alteração significativa na Lei da Casa Imperial desde 1949, e reflete os debates em curso sobre gênero e sucessão na monarquia japonesa. É um tema que, sem dúvida, continua a gerar discussões acaloradas e reflexões profundas sobre o futuro da instituição.


