Israel Promete Resposta Rigorosa aos Balões de Gaza
Com o aumento das tensões, Israel intensifica a resposta a lançamentos de balões e pipas de Gaza, destacando a gravidade da situação.

Um menino palestino segura uma pipa em um campo para pessoas deslocadas na cidade de Gaza, no último domingo. Em meio a crescentes tensões, Israel alertou o Hamas que intensificará os ataques em Gaza, preocupando-se com o lançamento de pipas, drones e balões a partir do território.
• No fim de semana, várias pipas foram encontradas em uma comunidade israelense próxima à fronteira com Gaza, conforme reportagens da mídia local.
• "Tomaremos ações contundentes para pôr fim a esse fenômeno", afirmou o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, nesta segunda-feira.
Antes do início dos conflitos, pipas e balões que transportavam dispositivos incendiários foram lançados em direção a Israel, provocando incêndios que devastaram florestas e terras agrícolas.
O Hamas negou qualquer responsabilidade pelas novas pipas - que, segundo informações, não carregavam explosivos - e argumentou que pertenciam a "crianças em busca de sua infância inocente entre os escombros". A organização também acusou Israel de usar as pipas como "pretexto" para manter os ataques aéreos em Gaza, mesmo após o acordo de cessar-fogo firmado em outubro passado.
O Reino Unido, o Canadá e a Austrália condenaram Israel por se recusar a investigar os assassinatos de trabalhadores humanitários em Gaza. Israel confirmou que soldados dispararam contra um carro no qual Hind Rajab foi morta e abriu uma investigação criminal sobre o caso.
Enquanto isso, as famílias continuam sua angustiante busca por respostas, com milhares de pessoas ainda desaparecidas em Gaza. Quatro pipas foram encontradas no Kibbutz Nahal Oz, que fica a cerca de 800 metros da fronteira com Gaza, entre sexta e sábado. Outras foram localizadas em diferentes áreas do sul de Israel na semana passada, segundo a mídia local.
Fontes militares citadas em reportagens israelenses acreditam que o Hamas esteja por trás das pipas e que, na verdade, elas poderiam ter como objetivo testar a resposta de Israel.
• Aparentemente, as pipas não continham materiais suspeitos e não representavam ameaça, de acordo com o exército. No entanto, Katz advertiu que haveria "tolerância zero" para com a situação e destacou: "Um balão é tratado como uma pipa, e uma pipa é tratada como um drone, com ou sem explosivos."
Os residentes de Nahal Oz expressaram suas preocupações em um comunicado, temendo o retorno das pipas e balões incendiários, afirmando: "Não aceitaremos uma política de contenção quando se trata de nossa segurança."
O Hamas, por sua vez, alertou sobre "o perigo das alegações e ameaças" de Israel, esclarecendo que as pipas eram "basicamente brinquedos de crianças de campos de deslocados". "Essas ameaças se baseiam em pretextos fabricados e são uma tentativa de justificar a continuidade da agressão e das violações contra nosso povo", acrescentou um porta-voz do grupo.
No último domingo, autoridades de saúde palestinas relataram que duas pessoas foram mortas e outras sete feridas em dois ataques aéreos israelenses no campo de refugiados de Nuseirat e na cidade de al-Zawayda, ambos localizados no centro de Gaza. Um menino de quatro anos, chamado Mohammed Taha, perdeu a vida quando um prédio em al-Zawayda, ao norte do campo de refugiados de Maghazi, foi bombardeado, conforme informações da mídia local.
O exército israelense afirmou que eliminou o comandante de um local de fabricação de armas do Hamas na região de Maghazi, identificado como Ismail Abu Ful, e que havia avisado os residentes para evacuar antes do ataque.
• "Não há cessar-fogo, não há nada", desabafou Abu Ahmed, um homem deslocado que se encontra em meio a essa realidade.