
Irã se Retira da Bienal de Veneza em Meio a Tensões no Oriente Médio
A decisão do Irã de não participar da Bienal de Veneza reflete as crescentes tensões no Oriente Médio, impactando o cenário artístico global.
Reprodução Redes Sociais
O Irã decidiu se retirar da Bienal de Veneza deste ano, a poucos dias da abertura ao público, marcada para este fim de semana. Em um comunicado breve no site da exposição, a organização informou: «Em relação às Participações Nacionais na 61.ª Exposição Internacional de Arte, In Minor Keys, de Koyo Kouoh (9 de maio-22 de novembro), foi anunciado que a República Islâmica do Irã não participará.» Até o momento, não foi dada qualquer explicação para essa decisão.
Essa retirada não surpreende muitos observadores, especialmente considerando o clima de tensões que persiste no Oriente Médio. Este cenário é, em grande parte, resultado da guerra que os Estados Unidos e Israel têm travado contra Teerão.
Apesar de um cessar-fogo frágil em vigor há quase um mês, as trocas de fogo e ameaças se tornaram quase rotina entre as partes envolvidas. Enquanto isso, navios e petroleiros internacionais permanecem paralisados no estreito de Ormuz e nas suas proximidades.
Além disso, a edição deste ano já havia sido marcada pela trágica morte súbita da curadora Koyo Kouoh e pela polêmica decisão da organização de convidar a Rússia e Israel para participar. Em resposta a essa situação, o júri se demitiu em bloco na semana passada, após anunciar que não aceitaria candidaturas de países cujos líderes enfrentam mandados de detenção internacionais por crimes contra a humanidade.
Agora, sem um júri para avaliar as obras, os dois principais prêmios, Leões de Ouro para o melhor pavilhão nacional e melhor artista, serão decididos por votação pública. A cerimônia de entrega dos prêmios, prevista para este mês, foi remarcada para novembro.
