Irã Apreende Navio de Armamento Flutuante no Golfo de Omã
Militares iranianos capturam embarcação Hui Chuan, envolvida no transporte de armas, em meio a tensões crescentes na região.
Um navio que operava como uma "armaria flutuante" no Golfo de Omã foi apreendido por militares iranianos, conforme informações da empresa de gerenciamento de riscos marítimos Vanguard. A embarcação, identificada como Hui Chuan e registrada sob bandeira de Honduras, emitiu seu último sinal de localização a 70 km (40 milhas) ao nordeste de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, na última quarta-feira. Segundo a Maritime Trade Operations (UKMTO), o navio agora está a caminho das águas territoriais iranianas.
Os operadores do Hui Chuan informaram à Vanguard que a embarcação armazenava armas para empresas de segurança que protegem barcos contra ataques de piratas. No entanto, a BBC Verify não conseguiu confirmar o conteúdo exato do navio ou seu destino. É importante notar que embarcações similares costumam operar no Mar Vermelho, no Golfo de Aden e no Golfo de Omã, facilitando o transporte de armamentos para guardas de segurança.
Recentemente, o Hui Chuan esteve ancorado ao longo da costa nordeste de Omã e dos Emirados Árabes Unidos. A apreensão ocorre em um contexto de crescente tensão, especialmente após o ataque a um navio de bandeira indiana na costa de Omã, onde o Haji Ali "supostamente afundou" após uma explosão que pode ter sido causada por um drone ou míssil. Apesar do incidente, todos os membros da tripulação foram resgatados.
Os dados de rastreamento indicam que o navio de 57 metros (187 pés) deixou o Porto de Berbera, na Somália, em 6 de maio, com destino a Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos. O Haji Ali estava transportando gado quando um incêndio irrompeu, forçando a evacuação da tripulação antes do naufrágio. Quatorze membros foram resgatados pela Guarda Costeira de Omã.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou o ataque ao Haji Ali como "inaceitável". A situação no Estreito de Ormuz também foi discutida entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, onde ambos concordaram que o estreito deve permanecer aberto para garantir o fluxo livre de energia.