Intel Atinge Menor Participação de Mercado em 30 Anos
Com queda para 69,3% no mercado de CPUs x86, Intel enfrenta forte concorrência da AMD, que avança com 30,7% de participação.
Um relatório recente sobre a indústria de processadores trouxe à tona um dado alarmante para a Intel: pela primeira vez em mais de trinta anos, a fatia do Time Azul no mercado de processadores x86 caiu para menos de 70%. Essa queda, que representa o menor índice desde 1995, foi revelada pela empresa de pesquisa de mercado Mercury Research. Agora, a participação da Intel no ecossistema de CPUs x86 está em 69,3%, considerando os envios para PCs e servidores. Isso representa uma diminuição de 6,5% em relação ao ano passado.
Quem se beneficiou desse espaço perdido foi a AMD, que acelerou seu crescimento, impulsionada pela demanda crescente por inteligência artificial e pela expansão da linha de servidores EPYC. A empresa alcançou um marco histórico, ocupando agora 30,7% do mercado global.
O impacto da perda de terreno da Intel foi sentido em praticamente todos os segmentos de negócios. No setor mobile, por exemplo, a AMD fez um salto significativo, alcançando 28,9% de participação, um aumento expressivo de 8,4% nos últimos doze meses. Nos desktops, a empresa também se destacou, chegando a 34,9% de participação, consolidando sua preferência entre entusiastas e gamers. Mas o verdadeiro motor dessa mudança está no mercado corporativo e de infraestrutura. No segmento de data centers, a participação bruta da AMD subiu para 34,5%. Quando se leva em conta as métricas de receita e a capacidade de processamento dedicada a data centers e inteligência artificial, analistas observam que a fatia de receita da AMD em chips para servidores já alcança impressionantes 46,4%, em comparação com 53,6% da Intel.
E a disputa entre Intel e AMD promete continuar intensa nas próximas gerações. Para lidar com essa nova realidade, a Intel está apostando na arquitetura Nova Lake para desktops, que tem como foco entusiastas e gamers. Essa nova geração promete uma reformulação em seus núcleos de desempenho, com o intuito de recuperar o prestígio nos benchmarks e a margem de lucro que sempre foram sua marca registrada. Enquanto isso, a AMD não mostra sinais de desaceleração e já se prepara para a próxima evolução com a arquitetura Zen 6. Os novos processadores Ryzen prometem aumentar ainda mais a eficiência energética e o desempenho por núcleo, além de trazer melhorias na interconectividade de chiplets, o que pode representar novos desafios para a Intel, tanto no mercado de PCs quanto no de servidores.
