Instituto Revela 228 Indicadores de Desenvolvimento dos Estados
IMDS lança dados comparativos sobre 27 unidades federativas, destacando desigualdades em educação, saúde e renda em setembro de 2026.

Uma iniciativa do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), lançada na última quinta-feira, dia 17 de setembro de 2026, traz à tona uma riqueza de dados comparativos das 27 unidades da federação brasileira, organizados em 228 indicadores. Esses dados são agrupados em 12 temas essenciais: ambiente de negócios, assistência social, atividade econômica, distribuição de renda e pobreza, educação, situação fiscal, habitação, meio ambiente, mercado de trabalho, mobilidade social, saúde e segurança.
Um dos aspectos mais interessantes dessa iniciativa, chamada IMDS – Eleições: Panorama Estadual, é o que revela sobre a educação. Por exemplo, no Ceará, a porcentagem de alunos do 2º ano do ensino fundamental que atingiram um nível adequado de proficiência em leitura saltou de 44,9% em 2021 para 72,1% em 2023. Por outro lado, em Alagoas, o avanço foi bem mais modesto, passando de 30% para apenas 30,7%, o que mantém o estado praticamente no mesmo nível.
Quando falamos de saúde, os dados são igualmente alarmantes. Entre 2020 e 2025, a taxa de tuberculose no Rio de Janeiro aumentou, subindo de 79,3 para 99,3 casos por 100 mil habitantes. No Rio Grande do Sul, a situação não é melhor, já que o índice também cresceu, de 53,8 para 69,8.
Essas comparações entre os estados revelam muito sobre as disparidades regionais do Brasil. O ponto aqui é que, segundo a iniciativa, existe uma clara divisão entre os estados do Norte e Nordeste e aqueles do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, formando dois blocos distintos.
Nos primeiros lugares do ranking que considera a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita abaixo da linha de extrema pobreza, todos os estados são das regiões Norte e Nordeste. Em contrapartida, os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste se destacam nas melhores posições entre as 27 unidades da federação.
Paulo Tafner, presidente do IMDS, enfatiza que o objetivo da proposta não é criar uma classificação rígida dos estados, mas sim fornecer elementos que permitam uma análise mais detalhada de suas realidades e trajetórias distintas. Ele afirma: “No atual ciclo eleitoral, é fundamental contar com uma ferramenta que possibilite verificar se um problema é recente ou persistente, se o estado está melhorando ou perdendo terreno e, principalmente, se seu desempenho é realmente excepcional ou apenas parece ser, quando visto isoladamente. O painel foi desenvolvido para permitir esse tipo de comparação e fornecer um contexto mais rico para as decisões que estarão em debate nas eleições.”
Para quem se interessar, a plataforma já está disponível e pode ser acessada aqui.
