Instituto alerta sobre riscos de perdas para investidores da Braskem
Com US$ 10,9 bilhões em dívidas, Braskem enfrenta recuperação extrajudicial que pode impactar investidores e liquidez do mercado.
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O Instituto Empresa emitiu um alerta importante sobre os possíveis impactos do pedido de recuperação extrajudicial da Braskem. Esse pedido pode afetar tanto investidores pessoas físicas quanto institucionais que estão, de maneira direta ou indireta, envolvidos com os títulos de dívida da petroquímica.
Para quem deseja se aprofundar, os resultados e indicadores da Braskem, assim como de outras empresas de capital aberto, estão disponíveis no portal Valor Empresas 360.
A entidade, que se posiciona como defensora dos acionistas minoritários no mercado de capitais, ressaltou, em um comunicado, que as condições finais das negociações podem trazer deságios, prazos mais longos, períodos de carência e até alterações nas taxas de remuneração. Além disso, essa situação poderá impactar a liquidez e os preços desses papéis no mercado secundário.
A preocupação também abrange os certificados de operações estruturadas (COEs) que estão referenciados nos bonds da Braskem. O Instituto identificou ao menos 78 emissões desses produtos no mercado local, sendo que alguns deles já enfrentaram liquidações antecipadas, resultando em taxas de recuperação bem menores, especialmente no contexto da atual crise de crédito da companhia.
“O investidor que adquiriu um produto que se apresenta como renda fixa precisa estar ciente de que, na prática, ele pode estar exposto ao risco de crédito de uma empresa que está altamente endividada”, comentou Nicole Berto, executiva do Instituto Empresa, em nota.
Além disso, é relevante destacar que instrumentos de crédito privado e títulos externos não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Por isso, o Instituto Empresa está cobrando uma postura proativa e maior transparência de bancos, distribuidoras e gestores sobre essa exposição dos investidores.
Para aqueles que foram impactados pelo pedido de recuperação extrajudicial, a entidade orienta a reunir comprovantes, extratos, lâminas e notas de negociação. É fundamental também ficar atento aos prazos legais para eventual contestação do plano e às convocações para assembleias de credores.
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Atualizado há 3 horas
O Conselho de Administração da petroquímica Braskem aprovou, nesta segunda-feira (24), o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial. Em nota divulgada aos acionistas e ao mercado em geral, a companhia informa que o objetivo da medida é 'assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação' de suas dívidas. O pedido de recuperação extrajudicial, que ainda será protocolado, faz parte de um projeto de reestruturação que a companhia vem negociando com credores e investidores. Em junho deste ano, a Braskem já tinha pedido proteção financeira judicial. A solicitação foi acolhida pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, que suspendeu por 60 dias a execução de dívidas. O prazo terminaria amanhã (25).