INSS Reconhece Vazamento de Dados: 97% de Falecidos
Falha na Dataprev expõe dados de segurados, com a maioria pertencendo a cidadãos já falecidos. Entenda as implicações e medidas do INSS.
O INSS confirmou ao Tecnoblog que houve uma exposição de dados de segurados devido a uma falha de segurança nos sistemas da Dataprev. Embora o órgão ainda esteja avaliando quantas pessoas foram afetadas, alarmantemente, 97% dos CPFs acessados pertenciam a cidadãos que já faleceram. Além disso, cerca de 50 mil casos envolveram pessoas que não têm registro de óbito — representando 'menos de 3% do total' analisado até o momento. Com base nessas informações, estima-se que o vazamento possa ter afetado pelo menos 1,6 milhão de registros.
Detalhes do Incidente
Esse incidente foi detectado pela Dataprev e prontamente comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A revelação inicial veio do jornal Folha de S.Paulo, que reportou que uma falha permitiu que terceiros visualizassem informações cadastrais ao inserir CPFs em pedidos de benefícios, como aposentadoria, pensão por morte e auxílio-reclusão. Em algumas situações, também foi possível acessar o histórico de vínculos empregatícios dos segurados.Medidas de Segurança do INSS
O INSS ressaltou que a exposição dos dados não significa acesso automático a benefícios ou empréstimos consignados. Na prática, os processos demandam etapas adicionais de validação, como biometria facial e a apresentação de documentos. Segundo o instituto, 'a concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança', e os controles internos foram reforçados logo após a detecção do incidente. É um momento crítico, e a segurança dos dados deve ser uma prioridade.Atualizado há 2 horas
O recente vazamento de dados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), informou nesta terça-feira (26) a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de informações da Previdência Social. Segundo a empresa, cerca de 98% dos dados acessados pertenciam a pessoas já falecidas. Ainda assim, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram informações expostas durante o incidente de segurança ocorrido em abril. De acordo com a Dataprev, os acessos indevidos envolveram CPFs e datas de nascimento de segurados. A estatal explicou que um mesmo CPF pode ter sido consultado mais de uma vez, o que ajuda a explicar o volume elevado de acessos registrados. A investigação preliminar aponta que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS. Segundo Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev no CNPS, uma área que deveria exigir login estava acessível sem autenticação. A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado. A empresa afirmou ainda que desenvolve novas barreiras de segurança para impedir consultas simultâneas em massa.
