
Insegurança nas Ruas: Violência Contra Profissionais de Saúde Aumenta
Debate na Câmara Legislativa do DF destaca a urgência em garantir segurança nas vias e proteger trabalhadores da saúde em meio a crescentes agressões.
Reprodução Redes Sociais
Foto: Tiago Hardman/Agência CLDF
Na sessão ordinária da Câmara Legislativa, realizada em 18 de agosto de 2026, a insegurança nas ruas do Distrito Federal e o alarmante aumento das agressões a profissionais da saúde foram os principais temas debatidos. Os parlamentares expressaram preocupações sobre a proteção de pedestres, especialmente na via que leva à ponte JK e na pista reversa que conecta a Granja do Torto a Sobradinho.
O deputado Max Maciel (PSOL) manifestou sua insatisfação ao informar que o governo reverteu algumas melhorias implementadas na via de acesso à ponte JK. Essas melhorias incluíam a instalação de faixas de pedestres e semáforos, essenciais para garantir a segurança dos pedestres na área. Maciel reforçou que a segurança deve ser uma prioridade, mesmo diante do risco de congestionamentos.
Em contrapartida, o deputado João Cardoso (PL) destacou a falta de radares na pista reversa da Granja do Torto para Sobradinho. Ele alertou que, sem fiscalização adequada, a velocidade dos veículos tem gerado situações perigosas, com corridas irresponsáveis entre os carros, colocando a vida da população em risco. Cardoso mencionou que já havia feito reclamações ao Detran e ao DER, mas recebeu a resposta de que não havia evidências suficientes de excesso de velocidade. Ele sugeriu uma fiscalização mais rigorosa na região.
A segurança dos profissionais de saúde também foi um ponto crucial da discussão. O deputado Jorge Vianna (Democrata) fez um alerta alarmante, afirmando que a possibilidade de um espancamento fatal em um hospital público está se tornando cada vez mais real, devido ao aumento das agressões a esses trabalhadores. Ele citou incidentes recentes, como o ataque a uma farmacêutica no Paranoá e a uma enfermeira em Samambaia. Vianna criticou a postura de alguns influenciadores e candidatos que, nas redes sociais, promovem ataques às instituições de saúde.
Na discussão sobre o dissídio dos vigilantes, o deputado Chico Vigilante (PT) pediu urgência ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na análise do caso. A data base da categoria é 1º de janeiro, e o sindicato enviou suas reivindicações em outubro. No entanto, só em março o sindicato patronal apresentou uma proposta que alterava várias conquistas e modificava o plano de saúde. Os trabalhadores rejeitaram essa proposta. Desde então, seis empresas firmaram acordos individuais com seus funcionários, abrangendo cerca de 12 mil vigilantes. Agora, o restante da categoria aguarda a decisão sobre o dissídio coletivo, que está sob análise no TRT.
Vale lembrar que a cobertura da Agência CLDF durante o período eleitoral seguirá as diretrizes da Lei 9.504/1997 e as orientações da Justiça Eleitoral.
Agência CLDF


