Inovação na Indústria Brasileira: Rumo à Competitividade Global
Indústria brasileira quer converter inovação em vantagem global

Em São Paulo, representantes da indústria, do governo e de instituições de fomento se reuniram para o Congresso de Inovação da Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em colaboração com o Sebrae. O evento teve como foco discutir como a inovação pode se transformar em uma vantagem competitiva para o Brasil, especialmente em um cenário global que passa por mudanças significativas, como a transição energética, a digitalização e a reorganização das cadeias produtivas.
Essa jornada, que percorreu mais de 50 cidades, foi marcada pela escuta ativa de empresários e pelo mapeamento de gargalos estruturais que ainda impedem o pleno desenvolvimento do país. A avaliação geral é de que o Brasil ainda opera aquém do seu potencial, e isso se deve, em grande parte, à falta de coordenação e escala.
Décio Lima, presidente do Sebrae, fez um ponto importante ao lembrar que o Brasil possui ativos singulares, como a diversidade de seus seis biomas e a disponibilidade de mais de 70% de energia limpa. Para ele, a inovação e a sustentabilidade devem ser eixos centrais na estratégia do país. Por outro lado, a ministra Esther Dweck enfatizou a importância do papel do Estado como indutor desse movimento, mencionando que a reforma tributária deve ser um dos pilares dessa transformação.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, também trouxe à tona a necessidade de que essa discussão se converta em decisões concretas e ações palpáveis. Para dar suporte a esses esforços, o BNDES concluiu 2025 com um investimento de R$ 300 bilhões voltados para a atividade industrial e prevê adicionar mais R$ 70 bilhões neste ano. Além disso, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, em parceria com a Finep, estão próximos de R$ 70 bilhões, com o objetivo de alinhar a geração de conhecimento à aplicação produtiva.
Essas iniciativas, sem dúvida, refletem um compromisso com o futuro da indústria brasileira.
