
Inflação em Abril: Famílias de Baixa Renda Sofrem Aumento
Dados do Ipea revelam que inflação impacta fortemente famílias com renda de até R$ 2.299,82, com altas significativas em energia e alimentos.
de Arquivo/Agência Brasil
A inflação registrou um aumento em abril de 2026, afetando especialmente as famílias com renda de até R$ 2.299,82, a faixa mais baixa de renda. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou que essa faixa viu a inflação subir de 0,85% em março para 0,92% em abril. Essa variação nos preços foi medida por um indicador que analisa a inflação por faixa de renda.
Na prática, os dados mostram que, para as faixas de renda acima de R$ 2.299,82, a inflação desacelerou em abril. O Ipea destaca que os principais responsáveis pela aceleração inflacionária entre as famílias de renda muito baixa foram os aumentos nos preços da energia elétrica, que subiu 0,72%, e dos produtos farmacêuticos, com uma alta de 1,8%.
Considerando o período de janeiro a abril de 2026, a taxa de inflação para aqueles que ganham até R$ 2.299,82 foi de 2,66%. Entretanto, no acumulado dos últimos 12 meses, as famílias dessa faixa de renda continuam apresentando a menor variação inflacionária, que ficou em 3,83%, segundo o Ipea.
Quando analisamos todas as famílias, independentemente da renda, os principais fatores que pressionaram a inflação em abril foram os aumentos nos preços de alimentos como arroz (2,5%), feijão carioca (3,5%), batata (6,6%), carnes (1,6%), ovos (1,7%) e leite, que teve um impressionante aumento de 13,7%. Além disso, o grupo de “saúde e cuidados pessoais” também viu um incremento, especialmente pelos custos dos artigos de higiene, que subiram 1,6%, e pelos reajustes nos serviços médicos, que aumentaram 1,0%. É importante mencionar também a pressão sobre os combustíveis, que subiram 1,8%, em meio ao contexto da guerra contra o Irã, iniciada pelos Estados Unidos e Israel.