Indústria de Transformação: Queda de 3,5% no Faturamento em Agosto

CNI revela que faturamento da indústria de transformação caiu 3,5% em agosto, refletindo uma desaceleração contínua na atividade industrial.

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Indústria de Transformação: Queda de 3,5% no Faturamento em Agosto
© REUTERS/Jorge Adorno/Proibida reprodução

Em agosto, o faturamento da indústria de transformação registrou uma queda de 3,5%, marcando o segundo mês consecutivo de retração. Essa informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Esse resultado não vem sozinho; ele é acompanhado por uma diminuição nas horas trabalhadas e na utilização da capacidade instalada. Na prática, isso indica uma perda de ritmo nas atividades industriais.

Vamos aos principais indicadores. A receita bruta das empresas do setor caiu 3,5% em agosto, após um recuo anterior de 2,2% em julho. Com essas duas quedas consecutivas, o faturamento acumulado entre janeiro e agosto de 2026 apresenta uma retração de 0,2% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse cenário reflete a desaceleração da atividade industrial ao longo do terceiro trimestre. No que diz respeito às horas trabalhadas, houve uma diminuição de 1% em agosto. Olhando para o acumulado dos primeiros oito meses do ano, esse indicador mostra uma queda de 0,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

A redução na produção também teve suas consequências na utilização do parque fabril. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 0,6 ponto percentual, passando de 77,5% para 76,9%. Embora tenhamos visto essa queda mensal, é importante notar que a utilização média da capacidade instalada nos primeiros oito meses de 2026 ainda está 1,5% acima do que foi registrado no mesmo período do ano anterior.

Quanto ao emprego industrial, ele se manteve estável em agosto, seguindo a tendência dos meses anteriores. No entanto, ao analisarmos o acumulado de janeiro a agosto, notamos uma queda de 0,5% no nível de emprego em relação aos oito primeiros meses de 2025.

Por outro lado, a massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores continuaram em ascensão. Segundo a CNI, alguns fatores que têm pressionado o desempenho da indústria incluem a carga tributária, o custo de insumos e matérias-primas, além dos juros elevados. O ponto aqui é que esses elementos impactam tanto a demanda por produtos industriais quanto o endividamento das famílias, afetando o setor de forma prolongada.

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