Indiciamento de 16 pela PF após queda de avião da Voepass
Investigação da Polícia Federal resulta em indiciamento de 16 pessoas, incluindo presidente da Voepass, após tragédia aérea em 2024.
© Secretária de Segurança de São Paulo/Divulgação
A Polícia Federal (PF) concluiu sua investigação sobre a queda da aeronave da Voepass Linhas Aéreas em Vinhedo, São Paulo, ocorrida em agosto de 2024, resultando no indiciamento de 16 pessoas. Dentre os indiciados, destaca-se o presidente da companhia, José Luiz Felício Filho. Este trágico acidente ceifou a vida de 62 pessoas, sem deixar sobreviventes.
Com a situação ainda se desdobrando, a Justiça Federal decidiu que os indiciados não poderão deixar o país enquanto o Ministério Público Federal analisa o inquérito. Quatorze dos indiciados enfrentam acusações de atentado contra a segurança do transporte aéreo, enquanto um deles é acusado de falsidade ideológica.
A Polícia Federal também solicitou à Justiça o compartilhamento de detalhes da investigação com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), visando investigar possíveis falhas na fiscalização. O delegado André Ribeiro destacou uma cultura de omissão dentro da empresa, que permitiu que o avião decolasse em condições inadequadas. A investigação revelou que a aeronave não estava em condições técnicas para o voo e que os pilotos não relataram falhas anteriores, seguindo diretrizes da própria empresa.
Familiares das vítimas classificaram as ações da Voepass como criminosas, argumentando que a companhia tinha conhecimento dos riscos envolvidos na operação do voo. Essa situação levanta questões sérias sobre a segurança no transporte aéreo e a responsabilidade das empresas envolvidas.
