Incêndio em Petroleiro no Golfo de Omã: Ataques e Consequências

Incêndio em Petroleiro no Golfo de Omã: Ataques e Consequências

Um petroleiro pegou fogo no Golfo de Omã após entrar em área restrita, o segundo incidente em 24 horas, levantando preocupações sobre segurança marítima.

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Reprodução Redes Sociais

Na quinta-feira, um petroleiro pegou fogo no Golfo de Omã após adentrar uma zona considerada proibida, conforme informações divulgadas pela Marinha iraniana. O navio estava com os sistemas de localização desligados, e essa notícia foi amplamente coberta pela mídia estatal do Irã. Este incidente é o segundo do tipo em menos de 24 horas na região.

De acordo com a Marinha iraniana, equipes de patrulha que monitoravam o setor oriental do estreito de Ormuz avistaram o petroleiro em chamas na área restrita, conforme mencionado em um comunicado da agência Mehr. Até o momento, não se sabe o nome do navio, sua bandeira ou a condição da tripulação, assim como a causa exata do incêndio.

Na quarta-feira anterior, outros meios de comunicação iranianos já haviam reportado um incêndio em um petroleiro nas proximidades do estreito de Ormuz, também por conta do desligamento dos sistemas de localização.

Esses eventos surgem após o afundamento de dois navios comerciais na mesma área nos últimos dias. O porta-contentores GFS Pride, por exemplo, afundou na quarta-feira após um incêndio, mas, felizmente, os 21 membros da tripulação foram resgatados.

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) alegou que o navio colidiu com uma mina marítima, enquanto fontes do setor marítimo mencionaram a possibilidade de um projétil não identificado ter causado o problema. Além disso, o cargueiro Cape Dao, que já havia sido atingido por um projétil anteriormente, também se afundou, resultando na morte de um membro da tripulação no ataque inicial.

Imagens que circulam nas redes sociais parecem mostrar carga, como telemóveis e bens de luxo, flutuando na água nas proximidades do estreito de Ormuz, com pessoas em pequenas embarcações tentando recuperar os objetos.

Diversos meios internacionais compartilharam essas imagens, além de outras que mostram contentores e destroços em águas que supostamente estão perto do estreito. Entretanto, a Euronews ainda não conseguiu verificar a autenticidade dessas filmagens.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que supervisiona as operações militares norte-americanas na região, não havia se pronunciado sobre o incidente da quinta-feira até o momento da publicação.

Recentemente, em setembro, o IRGC declarou as águas que dão acesso ao estreito de Ormuz como zona proibida, seguindo as declarações de Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional. O porta-voz do IRGC, Hossein Mohbi, explicou que essa área abrange partes do Golfo de Omã e do mar Arábico, ao longo da aproximação ao estreito.

Ali Azmayi, comandante da força naval do IRGC, enfatizou que Teerão exerce um “controle inteligente” sobre o estreito, e que todos os navios que desejam atravessar essa rota precisam obter autorização. Essa declaração foi uma resposta às afirmações dos Estados Unidos, que garantiram que a via marítima continua aberta e sob controle americano.

Teerão também advertiu que os navios que desrespeitarem as regras na zona enfrentariam sanções. O Irã havia anunciado o fechamento do estreito de Ormuz no final de fevereiro, no início do conflito com os Estados Unidos, levando Washington a responder com seu próprio bloqueio naval dessa importante via marítima.

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