Inadimplência atinge recorde histórico em agosto de 2026

Inadimplência atinge recorde histórico em agosto de 2026

Taxa de inadimplência sobe para 5% em agosto, o maior índice desde 2011, em meio a movimentações eleitorais e novos programas de renegociação de dívidas.

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Reprodução Redes Sociais

A taxa de inadimplência média nas operações de crédito, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira, subiu de 4,9% para 5% entre julho e agosto de 2026. Esse aumento representa o maior índice desde que a série histórica foi revisada, em março de 2011. Este índice considera as operações em atraso superior a 90 dias, englobando tanto pessoas físicas quanto jurídicas. A situação se agrava em um momento de intensa movimentação eleitoral, mesmo com o governo tendo lançado em maio o programa "Novo Desenrola Brasil", também conhecido como Desenrola 2.0, que visa a renegociação de dívidas. Na semana passada, o governo anunciou uma nova rodada do Desenrola, com a ambiciosa meta de renegociar R$ 150 bilhões em dívidas. A proposta envolve a aquisição e reestruturação de débitos que estão atrasados entre 2 e 4,5 anos. A ideia é que a União compre as carteiras de crédito das instituições financeiras com um desconto de 90%. Com isso, a previsão é de um desembolso de R$ 15 bilhões para lidar com esses R$ 150 bilhões em dívidas. Este programa se concentrará em dívidas de cartão de crédito, tanto na modalidade parcelada quanto rotativa, além de créditos pessoais sem consignação em folha. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, destacou que serão consideradas dívidas de até R$ 10 mil. Além disso, a estratégia do governo para enfrentar o alto nível de endividamento da população faz parte de um pacote mais amplo, que também inclui a proibição das apostas online, conhecidas como bets. Entretanto, os dados do Banco Central revelam que a população ainda está recorrendo a linhas de crédito com juros altíssimos, como o cartão de crédito rotativo, que é um dos principais responsáveis pelo endividamento. De janeiro a agosto deste ano, os bancos liberaram R$ 311 bilhões através dessa linha de crédito, se aproximando do total de R$ 400 bilhões desembolsados em 2025, o maior volume registrado nos últimos anos. A taxa de juros do cartão de crédito rotativo, que é a mais elevada dentre todas, alcançou 445% ao ano em agosto deste ano. Para comparação, no crédito consignado, as taxas variam entre 24% e 56% ao ano.

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