Ibovespa: Petrobras e PRIO Disparam com Alta do Petróleo
A valorização do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio, impacta fortemente ações da Petrobras e PRIO no Ibovespa.
As ações das petroleiras mostraram um desempenho robusto nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, impulsionadas pela significativa valorização do petróleo no cenário internacional. Essa alta se deve, em grande parte, a relatos de ataques a petroleiros na Arábia Saudita, gerando uma onda de especulação no mercado.
Dentre as empresas, a Petrobras se destacou, com a ação PETR3 subindo 2,07%, alcançando R$ 48,89. Já a PETR4 teve um avanço de 1,81%, cotada a R$ 43,35.
A PRIO (PRIO3) também se beneficiou, com suas ações subindo 1,76%, chegando a R$ 60,82. A PetroRecôncavo (RECV3) registrou uma alta de 1,48%, valendo R$ 10,96. Por outro lado, a Brava Energia (BRAV3) manteve-se estável, sendo negociada a R$ 20,37.
Esse movimento foi significativo, representando o quinto melhor desempenho diário do Ibovespa em 2026, com a liderança vindo de empresas que possuem alta liquidez.
Mas o que realmente está por trás desse aumento nos preços do petróleo? Além dos ataques a navios-tanque na Arábia Saudita, também temos as ameaças dos Estados Unidos contra o Irã, que intensificam as tensões no setor.
Os contratos futuros de petróleo Brent, por exemplo, tiveram um salto impressionante de 6,4%, ultrapassando a marca de US$ 100 por barril. O WTI também não ficou para trás, avançando cerca de 5%, e chegando a US$ 91,08 por barril.
Essas movimentações são cruciais, pois os contratos Brent estão a caminho de um ganho mensal de 35,3%, representando o terceiro maior aumento mensal nos últimos dez anos. O WTI, por sua vez, caminha para sua terceira maior alta mensal no mesmo período, com um crescimento de aproximadamente 30%.
Esses números merecem nossa atenção, refletindo não apenas a dinâmica do mercado, mas também os impactos geopolíticos que influenciam a economia global.
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Além disso, a Petrobras elevou sua produção de petróleo no Brasil em 15,2% no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse aumento foi impulsionado pelo avanço na produção de novas plataformas e maior eficiência operacional. A companhia produziu 2,69 milhões de barris por dia (bpd) entre abril e junho. A taxa de utilização das refinarias da Petrobras também atingiu um recorde histórico de 101%, com a produção de derivados avançando para 1,918 milhão de barris por dia.