Ibovespa Hoje: Queda nas Ações e Expectativas Eleitorais

Bolsa enfrenta desafios com incertezas eleitorais e novas projeções econômicas para 2026.

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Ibovespa Hoje: Queda nas Ações e Expectativas Eleitorais
Reprodução Redes Sociais

Bolsas dos EUA apresentam movimento misto com novos dados no horizonte

Hoje, em Londres, o CEO Gustavo Pimenta trouxe à tona o crescimento dos metais básicos e comentou que a oferta pública inicial (IPO) da unidade “não é iminente”. Ele também avaliou que o mercado de minério de ferro deve continuar equilibrado, mesmo com a entrada de Simandou.

Na esfera econômica, economistas consultados pelo Ministério da Fazenda revisaram para baixo suas projeções sobre o déficit primário do governo central e a dívida pública para 2026. Essa deterioração, curiosamente, não se refletiu nas estimativas para 2027, conforme evidenciado no relatório Prisma, que foi divulgado nesta terça-feira. A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou a ser de R$53,048 bilhões, um aumento em relação aos R$52,271 bilhões de setembro. Em contrapartida, para 2027, a previsão de déficit é de R$44,000 bilhões, um valor um pouco melhor do que os R$45,350 bilhões projetados anteriormente.

O governo tem como meta alcançar um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, o que corresponde a R$34,3 bilhões, e de 0,50% em 2027, totalizando R$73,2 bilhões. No entanto, é importante notar que algumas despesas não são contabilizadas para efeitos dessa meta, que ainda conta com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O relatório Prisma também indicou que a dívida bruta do governo deve chegar a 83,40% do PIB em 2026, um pouco acima da previsão anterior de 83,20% de setembro. Para 2027, espera-se que essa proporção salte para 87,00% do PIB, mantendo-se no mesmo patamar estimado no mês passado.

Em outro ponto, o apelo do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, por um banco central “mais discreto” tem encontrado resistência entre seus colegas. Muitos deles acreditam que a comunicação pública é uma parte essencial do trabalho e têm utilizado a TV, podcasts, entrevistas, redes sociais e palanques para compartilhar suas visões sobre a política monetária. Essa ação coletiva fez diferença: mais de 40 aparições de quase todos os membros do Fed ajudaram a convencer os investidores a diminuir as expectativas de novos aumentos nas taxas de juros, que haviam se intensificado após a alta de setembro e o próprio silêncio de Warsh em relação a quanto mais o Fed poderia precisar agir.

Dados divulgados na quarta-feira mostraram que os preços ao consumidor subiram 3,7% em setembro em comparação com o ano anterior, desafiando novamente as expectativas do mercado financeiro em relação ao Fed. Agora, a possibilidade de um aumento nas taxas em outubro é considerada uma aposta de 50-50, refletindo uma incerteza extraordinária que intensifica a atenção sobre o que está em jogo com a preferência de Warsh pelo silêncio. Entretanto, o futuro da estratégia de comunicação do Fed sob sua liderança ainda é uma incógnita.

Por fim, os investidores em Wall Street estão cada vez mais preocupados, especialmente à medida que a cautela em relação aos gastos excessivos das empresas de tecnologia em inteligência artificial aumenta.

Eles também analisam dados dos EUA que indicam uma inflação persistente – hoje, por exemplo, saiu o índice de preços ao produtor (PPI), que veio mais forte do que o esperado. “O relatório do PPI de hoje, seguindo o CPI de ontem, confirma que a inflação está realmente piorando, já que os preços da energia continuam elevados”, comentou David Russell, chefe global de estratégia de mercado da TradeStation, em entrevista à CNBC.

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