
Ibovespa Ao Vivo: Bolsa sobe 1% e busca romper quedas
Após eleições nos EUA, Ibovespa tenta reverter seis quedas consecutivas, com investidores atentos ao cenário político e econômico brasileiro.
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Índices futuros dos EUA sobem com triunfo democrata nas eleições
A balança comercial dos Estados Unidos apresentou um déficit de US$ 105,05 bilhões em setembro, um valor um pouco melhor do que o registrado em agosto, que foi de US$ 105,74 bilhões (revisado nesta quarta-feira, a partir dos US$ 105,6 bilhões previamente divulgados). Essa informação é do Departamento do Comércio. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam um déficit ainda maior, na casa dos US$ 107,8 bilhões. Em setembro, as exportações aumentaram 1,9% em relação a agosto, alcançando US$ 321,51 bilhões. Por outro lado, as importações também cresceram, subindo 1,2% no mesmo período, totalizando US$ 426,56 bilhões.
No cenário político, o presidente de Israel, Isaac Herzog, inicia nesta quarta-feira uma série de conversas com os partidos, tendo até 11 de novembro para escolher quem tentará formar o novo governo.
Os títulos do Tesouro recuaram entre 1 e 11 pontos-base, influenciados pela queda do dólar e dos juros americanos, após os democratas conseguirem uma vitória expressiva sobre Trump nas eleições de meio de mandato.
Em relação ao real, as perspectivas se tornaram mais sombrias, especialmente após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma pesquisa da Reuters com especialistas em câmbio revelou que os investidores estão preocupados com a capacidade de Lula em implementar um ajuste fiscal que enfrente os problemas orçamentários crônicos do Brasil, que foram exacerbados por promessas de gastos durante a campanha. Na terça-feira, o real fechou em seu nível mais baixo desde dezembro, acumulando uma queda superior a 9% após a vitória de Lula no segundo turno. Contudo, ao olhar para o ano, a moeda se manteve praticamente estável. Para os próximos 12 meses, a previsão é de que o real atinja 5,37 por dólar, o que representa uma desvalorização de 2,6% em relação à estimativa anterior de 5,23, embora ainda esteja mais forte do que o fechamento da terça-feira, conforme a mediana das projeções de 23 analistas consultados entre 30 de outubro e 3 de novembro. Além disso, as respostas a uma pergunta adicional mostraram um aumento no pessimismo em relação à moeda, refletindo um sentimento mais negativo na recente história da pesquisa. (Reuters)
Em termos de mercado, o Ibovespa começou o dia com uma alta de 1% nesta quarta-feira (4), atingindo os 167,6 mil pontos. Os investidores estão processando a vitória dos democratas nas eleições legislativas dos EUA, enquanto, no Brasil, se preparam para a decisão de política monetária do Banco Central e novos balanços corporativos. Assim, o Ibov tenta reverter a sequência de seis quedas consecutivas após os resultados eleitorais no Brasil. As ações de grandes bancos, varejistas e da VALE3 estão em alta, enquanto as de PETR4 apresentam um recuo de 1%. O dólar comercial caiu para R$ 5,46 e os juros futuros também registraram queda. No entanto, esse alívio no cenário externo pode ser limitado pelas preocupações fiscais, a pressão recente sobre o câmbio e a desancoragem das expectativas apontadas no último relatório Focus. Esses fatores mantêm a curva de juros sob estreita vigilância, de acordo com a análise da Ágora Investimentos. O foco dos investidores agora se concentra na decisão do Copom, que, na prática, tende a manter a Selic em 13,75%, embora alguns economistas ainda considerem a possibilidade de um corte de 0,25 ponto percentual.
Atualizado há menos de 1 hora
O Ibovespa opera em leve alta nos primeiros negócios desta quinta-feira (5), aos 167,9 mil pontos, após a decisão do Banco Central de interromper o ciclo de cortes nos juros iniciado em março, em dia carregado de balanços corporativos e de expectativas de um fim da guerra no Irã no cenário externo. Sobem as ações de VALE3, PETR4 e a maioria das varejistas, enquanto os grandes bancos operam mistos. O dólar comercial tem leve alta, a R$ 5,46. Na véspera, o BC manteve a Selic em 13,75% ao ano, em sua primeira decisão de política monetária após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que surpreendeu os mercados e derrubou ativos brasileiros. Prevendo inflação mais alta nos próximos anos, o BC deixou em aberto o que fará à frente ao citar uma ampliação das incertezas e um cenário desafiador para a política monetária.


