Ibovespa Ao Vivo: Bolsa Recua Abaixo de 173 Mil Pontos
Investidores monitoram entrevistas do ministro da Fazenda e tensões no Golfo Pérsico, impactando o mercado nesta segunda-feira.
O Ibovespa inicia a semana com uma leve queda, marcando 173,1 mil pontos nos primeiros negócios desta segunda-feira, dia 1º. O olhar dos investidores está voltado, especialmente, para a entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de novos conflitos no Golfo Pérsico que podem afetar o otimismo em relação à reabertura do Estreito de Ormuz.
As ações da VALE3 e a maioria dos grandes bancos estão em baixa, enquanto a PETR4 se destaca, impulsionada pela alta nos preços do petróleo. O dólar comercial recua para R$ 5,03, e os juros futuros, por sua vez, avançam.
No cenário internacional, surgiram notícias de que forças dos Estados Unidos atacaram alvos iranianos durante o fim de semana, e a resposta de Teerã não tardou a chegar. Além disso, as defesas do Kuweit interceptaram ataques com mísseis e drones. Enquanto isso, os negociadores de Washington e Teerã parecem estar em uma corrida contra o tempo para fechar um acordo. O presidente dos EUA, Donald Trump, optou pelo silêncio sobre os avanços, até publicar uma mensagem encorajando todos a “apenas se sentar e relaxar”. No último sábado, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o país está preparado para retomar os ataques contra o Irã, caso um acordo não seja firmado.
Com esse pano de fundo, os futuros do petróleo tipo Brent registram uma alta de cerca de 3%, alcançando US$ 94 por barril. Em contrapartida, as ações globais encontram suporte no crescimento da inteligência artificial. Na bolsa de Nova York, o Dow Jones Futuro sobe 0,42%, o S&P Futuro avança 0,26% e o Nasdaq Futuro registra uma alta de 0,25%. Por outro lado, Usiminas (USIM5) se destaca com um leve aumento de 0,09%.
Por fim, uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira revela que as condições da indústria brasileira pioraram novamente em maio, após uma ligeira melhora em abril. Isso se deve a uma queda nas novas encomendas e na produção, reflexo dos impactos da guerra no Oriente Médio.