IAs Chinesas Superam Humanos na Olimpíada de Matemática 2026
Celia da Huawei e dots-node-3.0 marcam a história ao gabaritar a prova da IMO, superando competidores humanos pela primeira vez.

Os modelos de inteligência artificial, Celia da Huawei e dots-node-3.0 da Xiaohongshu, fizeram história ao gabaritar a prova da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês), superando até mesmo os competidores humanos. Essa conquista marca a primeira vez que uma tecnologia de IA atinge 100% de acerto em um desafio desse tipo. No ano anterior, tanto o Google quanto a OpenAI apresentaram resultados bastante positivos, mas ainda longe da perfeição. Segundo informações da Xiaohongshu, chegar a 100% é uma tarefa extremamente desafiadora. Para se ter uma ideia, entre os 666 participantes em Xangai, apenas sete conseguiram acertar todas as questões. A empresa ressalta que esta é a primeira vez que seu modelo é testado com questões da IMO. O Taipei Times acrescenta que as perguntas foram disponibilizadas para os testes de IA apenas após serem resolvidas por estudantes reais. Além disso, é interessante notar que não houve nenhuma intervenção humana permitida durante o processo de resolução. A Menlo Ventures, uma empresa de capital de risco dos Estados Unidos, também conduziu testes próprios com a ajuda de um parceiro, a fim de avaliar a taxa de acerto de IAs americanas, já que essas não participaram oficialmente do exame. Modelos como o ChatGPT na versão GPT-5.6 Sol (OpenAI), o Claude Fable 5 (Anthropic) e uma ferramenta da Axiom Math também alcançaram a nota máxima no teste. Vale lembrar que essa não é a primeira vez que sistemas de IA enfrentam a Olimpíada Internacional de Matemática. Em 2024, por exemplo, o modelo da DeepMind, vinculado ao Google, conquistou a medalha de prata ao acertar quatro das seis questões, embora a resolução tenha levado cerca de três dias. No ano seguinte, em 2025, o modelo obteve uma pontuação que lhe garantiu a medalha de ouro, assim como o ChatGPT, mas, novamente, não atingiu a nota máxima. Curiosamente, os modelos exatos utilizados nos testes anteriores não foram divulgados, o que deixa um mistério no ar sobre as capacidades dessas tecnologias.


