
Hypera (HYPE3) se Destaca em Alta Apesar da Queda do Ibovespa
A farmacêutica Hypera surpreende o mercado com resultados positivos no 3T26, enquanto o Ibovespa registra queda, atraindo a atenção de investidores.
Reprodução Redes Sociais
28/10/2026, 10h43
Atualizado há 16 minutos
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As ações da Hypera (HYPE3) estão se destacando nesta quarta-feira, 28, apresentando uma forte valorização de 3,22%, enquanto o Ibovespa enfrenta uma queda de mais de 1%. Esse movimento ocorre em meio à repercussão dos resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26). Às 10h30, no horário de Brasília, os papéis da farmacêutica eram cotados a R$ 22,14.
Um relatório elaborado pelos analistas Marcio Osako e Larissa Monte, do Bradesco BBI, elogiou os resultados da Hypera no 3T26, que superaram as expectativas, com um lucro líquido 6% acima do projetado e um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) 1% maior do que o esperado.
No cenário internacional, os índices futuros dos EUA estão operando de maneira mista, em um dia que marca a decisão do Fed.
Destaques do noticiário corporativo nesta quarta-feira
A receita líquida da Hypera cresceu 9,4% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pelo lançamento do Semavy, que já conquistou mais de 11% de participação de mercado em seu primeiro mês. Essa performance ajudou a compensar a diminuição nas vendas de medicamentos para gripe e resfriado.
É importante notar que, apesar de uma queda de 1,8 ponto percentual na margem EBITDA, que agora está em 32,1% devido a um aumento nas despesas de marketing e a um menor benefício da Lei do Bem, a companhia ainda conseguiu gerar um forte fluxo de caixa livre de R$ 321 milhões para os acionistas.
O Bradesco BBI apontou que a empresa se beneficiou de melhorias no capital de giro e na redução de estoques, além de despesas financeiras menores do que o esperado.
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O BBI reiterou sua recomendação de compra para a Hypera, destacando um valuation bastante atrativo, resiliência operacional e uma robusta geração de caixa projetada para os próximos anos. "Acreditamos que a recente queda das ações foi exagerada, criando uma boa oportunidade de entrada, com riscos cambiais limitados e sob controle", acrescentou o banco.
A equipe do Itaú BBA, sob a liderança de Vinicius Figueiredo, também avaliou que a Hypera apresentou um conjunto de resultados sólido, com as tendências de vendas já se beneficiando do lançamento do Semavy, o que deve continuar impulsionando as vendas nos próximos trimestres.
Embora a margem EBITDA tenha enfrentado pressão esperada por conta do aumento das despesas de marketing, a rentabilidade ainda superou as estimativas em 80 pontos-base. Uma surpresa positiva para o BBA foi a queda significativa das despesas financeiras, resultado de bem-sucedidas iniciativas de gestão de passivos, como emissões de dívida a custos mais baixos e resgates de debêntures, o que ajudou a elevar o resultado líquido acima do esperado.
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O Itaú BBA manteve sua recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 31.
Para o JPMorgan, o resultado da Hypera foi impulsionado por um desempenho operacional melhor do que o previsto, com EBITDA 4% acima da projeção do banco e 3% acima do consenso, além de menores despesas financeiras.
A geração de caixa de cerca de R$ 330 milhões no trimestre também contribuiu para a redução da alavancagem financeira. Além disso...
