Hungria Reavalia Defesa Nacional por Corrupção e Financiamento da UE
Novo governo de Péter Magyar busca financiamento europeu para defesa, enfrentando alegações de corrupção no plano de Orbán.
O novo governo de Péter Magyar decidiu reavaliar o plano de defesa nacional da Hungria, criado durante a gestão de Viktor Orbán, visando um financiamento europeu mais acessível para rearmar o país. Essa mudança de direção é impulsionada por alegações de corrupção, conforme reportado pela Euronews.
Na prática, é bastante provável que os novos dirigentes revisitem tanto os objetivos quanto o escopo do plano, alinhando-os às prioridades estabelecidas pelo governo de Magyar. A Comissão Europeia já acatou o pedido para revisar e avaliar o plano antes de tomar qualquer nova decisão. Vale lembrar que, no ano passado, Bruxelas lançou um programa de empréstimos a juros baixos, destinado a fortalecer as indústrias de defesa e a prontidão militar em toda a União Europeia, em resposta à crescente ameaça da Rússia. Ao todo, foram disponibilizados 150 bilhões de euros para 19 Estados-membros.
A Hungria apresentou seu plano em dezembro, com um valor estimado em 16,2 bilhões de euros, que inclui projetos tanto de defesa quanto de dupla utilização. No entanto, como a Comissão ainda não deu seu aval, os especialistas do novo governo húngaro estão realizando uma análise detalhada e podem propor alterações significativas. Uma fonte ligada ao partido Tisza destacou que essa análise será criteriosa, focando nas necessidades reais do país e na avaliação dos riscos de corrupção. Esses riscos estão associados a interesses industriais que, até então, estavam alinhados com o governo anterior.
A Comissão Europeia confirmou que está em diálogo com as novas autoridades húngaras sobre esse tema, e a avaliação do plano de defesa da Hungria está em andamento. Em março, a Comissão já havia aprovado os planos nacionais SAFE da República Checa e da França, deixando a Hungria como o último caso pendente. Diplomatas húngaros sugerem que o atraso na aprovação do plano é de natureza política, algo que a Comissão refuta, afirmando que foram solicitadas revisões à Hungria. Recentemente, uma delegação de alto nível da Comissão Europeia esteve em Budapeste para conversas informais com a equipe da nova administração de Magyar.