Hungria deve reformar para cidadãos, não por pressão da UE
Michael McGrath destaca a necessidade de reformas na Hungria focadas no bem-estar dos cidadãos, não apenas para liberar fundos da União Europeia.

O novo governo da Hungria se prepara para implementar reformas essenciais que beneficiem diretamente seus cidadãos, em vez de agir apenas para desbloquear os fundos da União Europeia. Essa posição foi afirmada por Michael McGrath, comissário europeu para a Democracia, Justiça e Estado de Direito. O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, busca liberar 10 bilhões de euros em fundos de recuperação, atualmente congelados devido a preocupações sobre a independência do poder judiciário e retrocessos na democracia.
McGrath enfatiza que as reformas devem ser realizadas para o bem do povo húngaro, e não somente para atender às exigências de Bruxelas. Ele também destacou a questão da exclusão dos estudantes húngaros do programa Erasmus, sublinhando a urgência em resolver esses problemas. Apesar de apoiar o novo governo, o comissário alertou que restaurar o Estado de direito será um processo que exigirá tempo e um compromisso contínuo.
Essas declarações surgem após a vitória eleitoral de Magyar, que prometeu restabelecer as relações com a União Europeia e reverter as políticas da era Orbán, que criaram tensões com Bruxelas. McGrath ainda abordou as tensões políticas no país, ressaltando a importância de respeitar o devido processo durante essa renovação política. Essa análise do cenário atual é crucial, pois pode moldar o futuro da Hungria e sua relação com a Europa.
Atualizado há 9 horas
Após intensas negociações, o primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, conseguiu liberar quase todos os fundos de recuperação e coesão da União Europeia, totalizando 16,4 bilhões de euros. Este desbloqueio ocorre depois de um acordo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Magyar destacou que o governo pretende usar esses recursos para modernizar a infraestrutura energética, ferroviária e habitacional do país, além de investir em saúde, educação e pequenas e médias empresas. Apesar do progresso, Magyar ressaltou que a Hungria ainda precisa cumprir várias condições para garantir o pagamento completo dos fundos.


