Hugo Motta critica investigação da PF sobre Valdemar Costa Neto
O presidente da Câmara defende a atuação parlamentar e contesta bloqueio de bens de Valdemar, alegando criminalização da política.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, expressou seu "inconformismo" neste sábado, dia 11, em relação à investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ele argumentou que essa ação representa uma "indevida intervenção judicial no mérito de atividades típicas do Parlamento". Na véspera, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou a decisão de bloquear R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto. Além disso, Dino ordenou a suspensão de emendas parlamentares que, segundo a investigação, foram indicadas de maneira irregular, influenciadas por Valdemar. A defesa do político, por sua vez, nega qualquer irregularidade. Motta afirmou que a decisão não aponta desvios, abusos ou aplicações indevidas de verbas públicas. “Ela se limita a inferências e tenta criminalizar a atividade política”, disse o deputado. O ponto aqui é que, segundo ele, a alocação das emendas está em total conformidade com a normativa vigente e com os acordos institucionais entre o Executivo e o Legislativo, diante da própria Corte Constitucional. Em uma nota à imprensa, Motta também reafirmou sua confiança no trabalho dos servidores da Câmara. “A autorização dada pelos parlamentares para que suas equipes operem as indicações segundo a orientação da direção partidária faz parte da normalidade do funcionamento administrativo do mandato e não indica qualquer irregularidade”, destacou. Conforme a decisão de Dino, a PF identificou potenciais desvios em pelo menos 21 emendas parlamentares que beneficiariam Valdemar, totalizando R$ 119,2 milhões em recursos públicos, que é o valor do bloqueio determinado. Além disso, a investigação sugere que Valdemar utilizava três servidores da Câmara para direcionar recursos de acordo com seus próprios interesses. Um deles seria Mariângela Fialek, que atuou como assessora do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).