Hertz Dias defende fim da escala 6x1 e privatizações no Brasil

Candidato do PSTU critica monopólios e propõe reindustrialização e direitos trabalhistas em novo plano de governo.

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A luta contra a dominação do país por grandes monopólios capitalistas é uma das bandeiras defendidas por Hertz Dias, professor e candidato do PSTU à Presidência da República. Ele critica a manutenção da escala de trabalho 6x1, a falta de redução de salários e a jornada de 36 horas. Hertz é um ativo membro do movimento hip-hop e de diversas organizações sociais.

A partir de hoje, a Agência Brasil publicará uma série de matérias sobre os programas de governo dos candidatos à Presidência nas eleições deste ano, com expectativa de que tudo esteja disponível até domingo (20).

As publicações seguirão a ordem alfabética dos nomes dos candidatos. Nesta sexta-feira (18), os textos apresentarão as propostas de Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Leonardo Avalanche e Luiz Inácio Lula da Silva.

No plano de governo do candidato do PSTU, há uma forte ênfase na reindustrialização e no fim das privatizações em áreas como metrôs, estradas e ferrovias, além da reestatização de empresas. O documento começa com uma análise preocupante: mesmo sendo uma das maiores economias do mundo, o Brasil é um dos países mais desiguais, com dois terços da sua população vivendo com até dois salários mínimos.

Esse cenário é agravado pela percepção do partido de que o Brasil está passando por um retrocesso, quase uma recolonização, sob a influência imperialista das potências capitalistas. Isso resulta em um processo crescente de desindustrialização, empobrecimento da população e precarização das condições de trabalho, tudo isso em meio ao aumento da violência urbana e à privatização de serviços públicos.

Para mudar essa realidade, o PSTU propõe a construção de um governo dos trabalhadores, baseado em uma plataforma que integra direitos trabalhistas, serviços públicos e medidas que impactem a estrutura econômica.

Além disso, há um foco especial em políticas voltadas para a população negra, mulheres, a comunidade LGBTQIA+ e povos tradicionais. “Acreditamos que a classe trabalhadora e seus aliados devem governar diretamente a sociedade, organizando a economia, controlando as riquezas do país e decidindo os rumos políticos da nova sociedade”, afirma o programa.

Nesse sentido, o documento sugere o fim dos benefícios fiscais e tributários para grandes empresas, a implementação de uma tributação progressiva sobre os lucros empresariais e uma taxação ampliada sobre remessas de capital para o exterior. Também propõe um imposto progressivo sobre grandes fortunas, considerando aquelas acima de R$ 1 bilhão.

Outro aspecto importante é a limitação de 25% na distribuição de dividendos das grandes empresas privadas que ainda restam, obrigando o reinvestimento do excedente produtivo no país. Está prevista a expropriação integral da produção nacional de ouro e de metais preciosos estratégicos, que seriam incorporados automaticamente às reservas cambiais públicas, visando reduzir a dependência de reservas em dólar e títulos estrangeiros.

Por fim, Hertz Dias propõe uma defesa abrangente dos trabalhadores, incluindo a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem qualquer diminuição salarial.

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