Hamas Rejeita Plano de Desarmamento em Gaza, Diz Oficial Palestino
Representante da ONU propõe desmilitarização, mas Hamas condiciona diálogo a ações de Israel; impasse persiste na região.
Hamas rejeitou o plano de desarmamento proposto por Nickolay Mladenov, representante de alto escalão para Gaza no Conselho de Paz liderado pelos Estados Unidos. A informação foi confirmada por um oficial palestino sênior, que acusou Mladenov de ter um viés em favor de Israel. No mês passado, Mladenov apresentou um esboço para a desmilitarização de Gaza, parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo firmado entre Hamas e Israel em outubro. Contudo, o Hamas deixou claro que não discutirá essa nova fase até que Israel cumpra integralmente os termos da primeira fase. Israel, por sua vez, sinalizou que não avançará sem progressos nas questões de desarmamento por parte do Hamas.
Enquanto isso, uma delegação do Hamas estava programada para se encontrar com o chefe da inteligência egípcia antes de deixar Cairo. A primeira fase do plano de paz de Trump conseguiu interromper a guerra e envolveu a devolução de reféns israelenses mantidos pelo Hamas em troca de prisioneiros palestinos. Desde então, a situação entre Israel e Hamas se tornou um verdadeiro impasse.
O plano de Mladenov propõe que a desmobilização das armas esteja atrelada ao início da reconstrução em Gaza, que foi severamente afetada por ações militares. Um oficial sênior do Hamas ressaltou a importância de um cronograma claro para que Israel cumpra suas obrigações antes que qualquer conversa sobre a segunda fase possa realmente começar. O Hamas exige a retirada completa das forças israelenses de Gaza, além da presença de forças de proteção internacionais para apoiar a polícia local. Mladenov afirma que o desarmamento poderia representar uma ruptura decisiva com os ciclos de violência em Gaza, com implicações profundas para o futuro da região. Esses eventos fazem parte de uma dinâmica complexa que continua a desafiar a paz e a estabilidade na área.