Habitação em SP: Tarcísio e Haddad Rivalizam em Propostas
Candidatos à governança de São Paulo apresentam visões distintas sobre habitação, destacando programas e soluções para o déficit habitacional.
Por volta das 05h da manhã de hoje, 28 de setembro de 2026, o cenário político em São Paulo se intensifica com a disputa pelo governo entre Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do PT. As propostas de ambos os candidatos para a habitação revelam visões bastante diferentes sobre como o estado deve atuar na redução do déficit habitacional.
De um lado, Tarcísio, que já ocupa o cargo de governador, defende a continuidade e ampliação de políticas que já foram implementadas durante sua gestão. O programa Casa Paulista se destaca como uma ferramenta central, destinada a financiar moradias, oferecer subsídios e cartas de crédito, além de promover a regularização fundiária e urbanizar áreas vulneráveis em colaboração com a iniciativa privada e os municípios.
Na contramão, Fernando Haddad apresenta uma abordagem que se alinha mais com as diretrizes do governo federal. Seu plano inclui uma participação significativa de cooperativas, movimentos de moradia e entidades da sociedade civil na produção habitacional. Além disso, ele propõe a ampliação da locação social, a requalificação de imóveis que estão ociosos e a criação de uma versão paulista do programa Minha Casa, Minha Vida para Entidades.
Em meio a essa competição, um ponto que ambos os candidatos reconhecem como crucial são as áreas de risco, favelas, mananciais e palafitas. Eles concordam em integrar as políticas habitacionais com o saneamento básico, a infraestrutura urbana e os equipamentos públicos, além de voltarem a atenção para grupos vulneráveis, como idosos e mulheres que enfrentam violência.
O plano de governo de Tarcísio foi protocolado na Justiça Eleitoral e dedica um capítulo inteiro às questões habitacionais, fazendo referências ao tema em várias partes do documento. Por outro lado, Haddad apresentou um caderno de diretrizes mais resumido, onde a habitação é mencionada de forma mais breve. Para esclarecer suas propostas, a campanha petista enviou ao g1 um documento que detalha 20 medidas voltadas para o setor.
Apesar de ambos colocarem a intervenção em áreas vulneráveis como uma prioridade, as soluções propostas divergem. Tarcísio promete expandir o atendimento do Casa Paulista para favelas e áreas de risco, com a ambição de triplicar o número de beneficiários e alcançar mais de 30 mil famílias nessas regiões. Além disso, seu plano inclui ações de urbanização através do programa SP Bairros Conectados.
Por sua vez, Haddad planeja revisar o programa Vida Digna, que é destinado às palafitas, com o foco na requalificação e transformação dessas áreas. Ele busca, assim, trazer uma nova perspectiva para a habitação nas comunidades mais vulneráveis.
Assim, enquanto as eleições se aproximam, a questão da moradia digna se estabelece como um dos desafios mais urgentes para o futuro governador de São Paulo, afetando a vida de mais de um milhão de paulistas.