GPT-6 Astra Decifra Mensagem Militar Alemã Após 108 Anos

Avanços da IA da OpenAI revelam detalhes de uma transmissão da Primeira Guerra Mundial, destacando a importância histórica da decodificação.

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GPT-6 Astra Decifra Mensagem Militar Alemã Após 108 Anos
Arte editorial automática

O modelo de IA GPT-6 Astra continua em fase de testes, apresentando resultados intrigantes. Recentemente, essa avançada tecnologia da OpenAI conseguiu decifrar uma mensagem de rádio militar alemã que foi transmitida há cerca de 108 anos, durante a Primeira Guerra Mundial. Essa transmissão, datada de 27 de novembro de 1918, fazia parte de um conjunto de mensagens que ainda não tinham sido solucionadas e que estavam armazenadas no portal alemão ScienceBlogs. O desenvolvedor conhecido como Prinz relata que, com a ajuda da IA, conseguiu reconstruir o conteúdo da mensagem. De acordo com ele, o texto reconstruído traz informações sobre a movimentação de navios dos Aliados no Mar Negro. A hipótese levantada é de que a mensagem informava que um cruzador inglês havia chegado a Sebastopol, na Crimeia, e que uma esquadra aliada seguiria para o local dois dias depois. O radiograma utilizava a cifra ADFGVX, um sistema empregado pelo exército alemão em 1918, que transforma letras e números em combinações formadas por seis letras em uma tabela que inclui o alfabeto e os algarismos de 0 a 9. Para dificultar a leitura, os alemães distribuíam mensagens utilizando letras de uma palavra-chave, que era essencial para recuperar o texto original. Segundo o relato de Prinz, o GPT-6 Astra identificou “Truppenverschiebung” como a chave que permitiu a reconstrução do texto. Esse termo pode ser encontrado nas páginas 214 e 215 do livro The History and Principles of German Military Ciphers, 1914-1918, de J. Rives Childs, enquanto o radiograma está registrado na página 217. O trabalho do modelo consistiu em relacionar a chave ao criptograma e executar as etapas necessárias para recuperar o texto, que, segundo Prinz, seria: “EIN ENGLISCHER KREUZER EINLIEG X SEWASTOPOL X S4STEN X EIN GESCHWADER DER X ALLIIERTEN FOLGT 26STEN X”. A interpretação desse conteúdo poderia ser algo como: “Um cruzador inglês chegou a Sebastopol no dia ?4; uma esquadra aliada segue no dia 26.” Após a reconstrução do texto, Prinz afirmou que a IA comparou as informações obtidas com registros históricos sobre a movimentação naval em Sebastopol. Um conjunto de documentos indica que o cruzador britânico HMS Canterbury chegou ao porto em 24 de novembro de 1918, e uma esquadra aliada chegou em 26 de novembro, coincidindo com as datas mencionadas na mensagem. Uma análise realizada pelo próprio GPT-6 Astra sugere que a palavra-chave foi registrada duas semanas antes da transmissão, o que pode ter levado alguns pesquisadores a descartar a mensagem. Embora as datas sejam semelhantes, não há confirmação independente de especialistas em criptografia sobre a precisão da solução. Ainda assim, essa descoberta se soma a uma série de testes que demonstram a impressionante capacidade do modelo da OpenAI em resolver problemas complexos. Neste mesmo mês, outro desenvolvedor utilizou o GPT-6 Astra para completar todas as fases do jogo “I am not a Robot”, de Neal Agarwal, onde a IA teve que responder a 48 testes de Captcha — e conseguiu. Para a OpenAI e figuras influentes da indústria, como o CEO da Nvidia, Jensen Huang, os resultados do GPT-6 Astra são indicativos de que estamos entrando em uma nova era da inteligência artificial. No entanto, críticos permanecem céticos.

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