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Governo tenta apaziguar PF com André Mendonça, mas impasse persiste
A tensão entre a Polícia Federal e o gabinete de André Mendonça continua, mesmo após tentativas de diálogo para melhorar o fluxo de informações.
s do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF André Mendonça — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado e Gustavo Moreno/STF
O governo está dando passos para tentar amenizar as tensões com o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa aproximação acontece em meio a divergências em relação às investigações do caso INSS e Master. Recentemente, houve uma reunião onde o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o Ministro da Justiça, Wellington Lima, se encontraram com Mendonça. O objetivo era discutir como as informações estão sendo compartilhadas entre a Polícia Federal e o Supremo.
Relatos indicam que o encontro teve um tom de "desabafo" de ambas as partes. Mendonça expressou seu desconforto com a forma como as informações estão fluindo e também com os prazos considerados longos por parte da Polícia Federal em relação a casos que estão sob sua responsabilidade. O governo, por sua vez, avaliou que essa conversa foi importante para “aparar arestas” e um novo encontro foi agendado, desta vez com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O intuito é estabelecer um fluxo operacional claro entre as instituições.
O Ministério da Justiça se comprometeu a atuar como mediador nesse entendimento, deixando claro que a independência da Polícia Federal será mantida. Nos bastidores, há uma percepção de que o governo não deseja intensificar o desgaste com o ministro do STF. O presidente Lula, segundo essa análise, busca a continuidade das investigações e acredita que é fundamental reduzir a tensão institucional para facilitar o progresso dos trabalhos.
Entretanto, apesar desse esforço para se aproximar, fontes dentro da Polícia Federal destacam que a questão central ainda está pendente. Para os investigadores, a decisão judicial que limitou o fluxo de informações afeta a atuação da PF e, em teoria, pode gerar futuras contestações sobre a validade dos atos investigativos. Por esse motivo, embora as reuniões possam contribuir para melhorar a relação institucional e definir processos, elas não solucionam o impasse jurídico. Essa questão depende de uma nova estratégia da AGU ou de uma revisão na decisão do ministro Mendonça quanto às restrições que impactam o andamento das investigações.
A expectativa é que essa troca de ideias continue nos próximos dias. Em paralelo, a Polícia Federal planeja fortalecer suas equipes com a conclusão, ao final deste mês, de um novo curso de formação para os policiais federais.