Governo Lula evita crise com Casa Branca após fuga de Flávio Bolsonaro
Reunião entre Lula e Trump destaca a necessidade de manter relações diplomáticas em meio a polêmica sobre ajuda na fuga de Flávio Bolsonaro.
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30/10/2026, 08h09 - Atualizado em 30/10/2026
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva faz gestos enquanto se dirige a repórteres após uma reunião na Casa Branca com Donald Trump, presidente dos EUA. O encontro ocorreu na Embaixada do Brasil em Washington, DC, no dia 7 de maio de 2026. (Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz)
Recentemente, surgiu a informação de que um funcionário da Casa Branca foi responsável por contratar o avião que facilitou a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos. Diante dessa situação, diplomatas e assessores próximos a Lula acreditam que a melhor abordagem é adotar uma postura pragmática, evitando que isso se transforme em uma crise com Donald Trump.
A análise é de que Trump já enfrenta pressão e críticas internas em relação à sua suposta colaboração na fuga do candidato derrotado do PL. Essa pressão pode aumentar, especialmente com a crescente curiosidade sobre quem realmente financiou o jatinho que foi contratado por Jason Miller, um dos assessores do presidente americano.
Trump, por sua vez, afirmou que não se posicionou em favor de nenhum dos lados nas eleições brasileiras, a pedido de Lula.
Caso a responsabilidade recaia sobre o governo dos Estados Unidos, os democratas podem utilizar essa informação como um trunfo nas eleições que se aproximam para a renovação do Congresso americano. Há indícios de que Trump pode perder a maioria na Câmara dos Representantes e também corre o risco de se tornar minoria no Senado.
Na próxima sexta ou sábado (31), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, deve se encontrar com o senador Marco Rubio durante a reunião dos chanceleres do G20.
Esse encontro será uma chance para que Vieira comunique a Rubio que até o PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu a vitória de Lula nas eleições do último domingo.
Em dezembro, Lula terá a oportunidade de se encontrar novamente com Trump durante a reunião dos chefes de Estado do G20.
A equipe do presidente brasileiro enfatiza que Trump ainda tem dois anos de mandato pela frente. Portanto, é crucial que o Brasil mantenha um bom relacionamento e busque negociações que possam beneficiar as empresas brasileiras.
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