Governo de Goiás busca gestor para fundo imobiliário que reunirá imóveis públicos.

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Governo de Goiás busca gestor para fundo imobiliário que reunirá imóveis públicos.
Reprodução Redes Sociais

17 de agosto de 2026, 13h37 (Atualizado às 13h38)

O governo de Goiás fez um anúncio importante: no dia 25 de agosto, será realizada a licitação para escolher as instituições que ficarão responsáveis pela criação e operação do primeiro fundo de investimento imobiliário (FII) do Estado. Essa iniciativa segue um modelo já adotado em São Paulo.

De acordo com o comunicado oficial, a proposta é dar uma nova destinação econômica a imóveis públicos, com uma gestão mais profissional. O potencial do fundo é impressionante, com um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 12,3 bilhões.

Vale mencionar que um projeto semelhante já está em andamento no Paraná, chamado FII Paraná CCFI, que tem como ativo o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu.

Inicialmente, o Estado será o único proprietário das cotas, mas a ideia é que investidores privados possam entrar no fundo mais adiante. O edital foi lançado em maio, mas houve a necessidade de suspender o prazo para ajustes.

Em Goiás, as diretrizes estabelecem que a contratação deve envolver um consórcio composto por pelo menos duas instituições especializadas.

Isso inclui um administrador fiduciário, que deve ser autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além de um gestor profissional capacitado. Essas entidades serão responsáveis por estruturar e operar o fundo.

O valor estimado para essa contratação gira em torno de R$ 77.748.187, abrangendo todo o período de funcionamento do fundo. O governo de Goiás seguirá à frente, definindo as diretrizes da política patrimonial, delimitando os limites de atuação e assegurando que o interesse público seja sempre preservado.

Um total de 17 imóveis foram analisados para verificar a viabilidade econômica desse modelo, e esses ativos têm potencial para movimentar até R$ 1,8 bilhão em Valor Geral de Vendas, considerando empreendimentos que seriam construídos e comercializados.

“Historicamente, imóveis públicos sem uso poderiam ser vendidos, resultando em uma receita pontual para o Estado. Agora, com a criação dos fundos imobiliários, Goiás adota uma abordagem mais estratégica e eficiente do ponto de vista patrimonial", declarou Francisco Sérvulo Freire Nogueira, secretário da Administração, em uma nota oficial.

Segundo ele, com o FII, esses ativos deixarão de ser vistos apenas como bens que podem ser vendidos. Na prática, eles se transformam em instrumentos que têm o potencial de gerar valor ao longo do tempo, respaldados por governança, gestão profissional e a capacidade de atrair investidores.

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