Governo Brasileiro Dialoga com Empresários sobre Lei de Reciprocidade
Ministro Dario Durigan se reunirá com empresários para avaliar impactos da nova lei contra tarifas dos EUA, visando proteger a competitividade nacional.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, que se reunirá com empresários, tanto brasileiros quanto estrangeiros, para discutir os possíveis efeitos da Lei da Reciprocidade do Brasil. Essa medida surge em resposta ao aumento significativo de impostos, que chega a 37,5% em alguns produtos, impostos pelos Estados Unidos.
A decisão do governo brasileiro sobre como proceder com contramedidas que garantam a competitividade do país será tomada após essa análise cuidadosa. Em um país que se considera sério e que deseja ouvir os impactados, é fundamental escutar aqueles que podem ser afetados por essas medidas que estão sendo consideradas para o futuro.
Na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, o governo já havia dado um passo importante ao oficializar a abertura do processo para implementar essas medidas de reciprocidade comercial. Em entrevista à imprensa, Durigan destacou que essa legislação foi aprovada por unanimidade no Congresso no ano passado, mas ressaltou a necessidade de agir com cautela. “O governo sempre age com responsabilidade ao lidar com essas questões”, afirmou.
O governo de Donald Trump justifica o aumento das tarifas com alegações de práticas comerciais injustas que prejudicam o mercado norte-americano, além de levantar a questão de trabalho forçado em algumas exportações brasileiras.
A Lei nº 15.122 define critérios para suspender concessões comerciais em resposta a ações unilaterais de outros países que possam afetar negativamente a economia brasileira. Assim, se um país, com o qual o Brasil mantém relações comerciais, adota medidas prejudiciais, o governo pode implementar diversas contramedidas, incluindo o aumento de tributos, eliminação de isenções ou restrição da importação de certos bens ou serviços.
Essas medidas devem, sempre que possível, ser proporcionais ao prejuízo econômico que o Brasil sofrer devido às ações de outro país ou bloco econômico. Para mais detalhes, fique atento ao Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.