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Governo Avalia Novo Investimento no FGI para Garantir Empréstimos
Análise do governo sobre aporte no Fundo Garantidor de Investimentos visa fortalecer crédito a pequenas empresas e motoristas de aplicativo.
extraordinário — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A equipe econômica está avaliando um novo investimento no Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) para aumentar a capacidade do fundo em garantir linhas de crédito, incluindo o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac), que apoia pequenas e médias empresas. O FGI também oferece suporte a uma linha de financiamento para a compra de automóveis por motoristas de aplicativos e taxistas, lançada recentemente pelo governo federal, mas que tem avançado mais lentamente do que o previsto.
Conforme apuração do Valor, a proposta de um novo aporte surge em meio ao aumento da incerteza econômica. Em abril, o governo já havia anunciado um aporte de R$ 2 bilhões no FGI, utilizando um crédito extraordinário. Essa modalidade permite a abertura de despesas excepcionais que ficam fora do limite de gastos do arcabouço fiscal, mas ainda assim são computadas no resultado primário.
De acordo com membros da equipe econômica, esses recursos estão direcionados ao programa de financiamento de veículos, e a disponibilidade financeira do FGI não é vista como a principal razão para a lentidão na execução. Um dos desafios enfrentados na linha de automóveis é a análise de crédito dos tomadores, considerados de maior risco. Além disso, o programa é uma novidade e ainda está passando por um processo de adaptação pelas instituições financeiras.
Na terça-feira, dia 28, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo, durante uma reunião com ministros, para que os bancos públicos se esforçassem mais para acelerar a execução do programa de financiamento de carros. Contudo, a discussão sobre um possível novo aporte está, na prática, mais relacionada à preservação da capacidade do FGI de atender às operações do Peac, que é uma linha de crédito contínua.
A avaliação da equipe econômica indica que o atual cenário de incerteza econômica tem impactado a preferência por liquidez dos bancos, diminuindo o apetite para a concessão de crédito. Isso torna os mecanismos de garantia ainda mais essenciais para viabilizar essas operações.