Governo Atualiza Lista de Empregadores em Trabalho Escravo
Recentemente, 82 empregadores foram incluídos na lista suja, resultando na libertação de 553 trabalhadores em condições análogas à escravidão.

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou a chamada "lista suja" do trabalho escravo, que documenta empregadores flagrados em fiscalizações mantendo trabalhadores nessas condições. Na atualização realizada em 6 de outubro de 2026, foram adicionados 82 novos nomes, sendo 54 de pessoas físicas e 28 de pessoas jurídicas, resultando na libertação de 553 trabalhadores.
As situações registradas variam: algumas envolvem apenas um trabalhador, frequentemente em serviços domésticos, enquanto outras incluem grupos maiores, como os 54 trabalhadores resgatados do Garimpo Filão dos Abacaxis, em Maués, Amazonas, durante inspeções de 2024 e 2025.
Embora o número de libertações seja significativo, a quantidade de inclusões nesta atualização caiu 51,48% em comparação com a anterior, que ocorreu em abril de 2026. O Ministério informou que os registros mais recentes abrangem 21 unidades da Federação e destacam diversas áreas econômicas que exigem atenção.
O Cadastro foi criado para promover transparência nas ações fiscais que combatem o trabalho análogo à escravidão. Essas operações são conduzidas por Auditores-Fiscais do Trabalho, com apoio da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União, além de outras forças policiais.
Cada infração detectada durante as fiscalizações inicia um processo administrativo, garantindo aos autuados todas as garantias processuais previstas na Constituição, como o direito ao contraditório e à ampla defesa. A inclusão na lista ocorre somente após a conclusão desse trâmite.
Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão, recebendo um total de mais de R$ 171 milhões.
Denúncias sobre trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa através do Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
