Google Expande Programa de Demissões Voluntárias em 2026

A empresa intensifica cortes para investir em inteligência artificial, afetando funcionários em cinco países.

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Google Expande Programa de Demissões Voluntárias em 2026
Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google decidiu ampliar seu programa de demissão voluntária, abrangendo funcionários de cinco países. Segundo informações da Reuters, essa iniciativa teve início em junho e afeta trabalhadores no Canadá, França, Alemanha, Japão e Suíça. A motivação por trás dessa decisão parece ser a necessidade de controlar custos e redirecionar investimentos para a área de inteligência artificial.

Embora a empresa não tenha divulgado o número exato de funcionários que receberam ou aceitaram as ofertas, as condições variam de acordo com o país e a equipe. Vale destacar que, até o momento, não há planos para incluir o Brasil nesse programa.

Essa não é uma medida recente. Desde 2025, o Google já vem oferecendo pacotes de desligamento com compensação financeira para algumas equipes nos Estados Unidos e no Reino Unido. Os executivos têm apresentado essa opção como uma saída para aqueles que sentem que não se alinham mais ao ritmo de trabalho ou à direção que a empresa está tomando.

É importante ressaltar que a adesão a esse programa é voluntária, mas as ofertas não são abrangentes para todas as divisões. Em ocasiões anteriores, por exemplo, equipes do Google Cloud e da DeepMind, que se dedica à pesquisa em IA, não foram incluídas. Além disso, no mesmo ano, a empresa ofereceu pacotes para trabalhadores que não queriam retornar ao trabalho presencial, em resposta às mudanças em sua política de trabalho híbrido.

No caso da Suíça, temos mais detalhes sobre essa situação. O Google conta com cerca de 5 mil funcionários no país e possui um significativo centro de engenharia em Zurique. Informações obtidas pela Reuters indicam que a proposta atingiu diversas equipes, mas não abrangeu os colaboradores da DeepMind.

As ofertas foram apresentadas em junho, e os primeiros desligamentos ocorreram em agosto. Para aqueles que aceitaram, foi oferecido um mês de salário por cada ano trabalhado, com um limite de 12 meses. Assim, um profissional com cinco anos na empresa poderia receber cinco salários, enquanto outro com 12 anos ou mais chegaria ao valor máximo.

Uma das fontes mencionou que pelo menos quatro membros de uma equipe de cerca de 50 pessoas aceitaram a proposta. Contudo, não há estimativas sobre o total de desligamentos, nem confirmação de que os mesmos valores estão sendo oferecidos nos outros países.

Essa expansão do programa ocorre em um contexto em que a Alphabet, empresa-mãe do Google, está direcionando recursos para áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial e serviços de nuvem. Isso pode ajudar a explicar por que algumas equipes não foram incluídas nos programas de desligamento. Além disso, os investimentos em infraestrutura também têm aumentado. Em julho, o Google revisou sua previsão de gastos com IA, especialmente para expandir servidores e centros de dados.

A Reuters também recorda que o Google já passou por demissões obrigatórias após ter oferecido saídas voluntárias em uma de suas divisões. Até o momento, não há informações sobre novos cortes relacionados a esse programa.

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