Goldman Sachs Atualiza Recomendações: Hypera em Alta e Fleury em Baixa
Goldman Sachs eleva recomendação para Hypera e rebaixa Fleury, refletindo mudanças no mercado farmacêutico em agosto de 2026.
Data: 12/08/2026, 14:00
Atualizado: 18/08/2026, 05:24:01
Na manhã de 12 de agosto, o Goldman Sachs fez uma atualização significativa em suas recomendações de ações. A instituição elevou a classificação da Hypera (HYPE3) de neutra para compra, estabelecendo um novo preço-alvo de R$ 26 por ação, um aumento em relação aos R$ 25 anteriores. Em contraste, o banco rebaixou a recomendação para Fleury (FLRY3), passando de compra para neutra, mantendo o preço-alvo em R$ 18.
Por volta das 10h20 (horário de Brasília), as ações da Hypera estavam em alta de 0,43%, cotadas a R$ 21,24, enquanto as ações da Fleury apresentavam uma queda de 1,58%, negociadas a R$ 17,97.
A mudança na recomendação do Goldman Sachs reflete uma perspectiva mais otimista em relação à Hypera, que, no segundo semestre de 2026, se mostra como uma opção menos arriscada. Isso se deve, em grande parte, à forte geração de fluxo de caixa ao acionista (FCFE) no segundo trimestre de 2026, resultado de uma gestão mais eficiente do capital de giro. O capital de giro representou 28,2% da receita nos últimos 12 meses, uma queda em relação aos 30,1% do primeiro trimestre de 2026, principalmente devido a melhorias logísticas que reduziram os estoques.
Além disso, o banco observa uma tendência de desalavancagem nos próximos anos e acredita que a Hypera continuará a se beneficiar do amadurecimento de lançamentos recentes de medicamentos, que já contribuíram com 2,2 pontos percentuais para o crescimento do varejo no segundo trimestre de 2026.
Os analistas projetam que a relação entre a dívida líquida e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Hypera deve cair para 1,9 vez em 2026, em comparação com 2,3 vezes no primeiro trimestre de 2026, após a finalização do aumento de capital.
Por outro lado, a Hypera está se preparando para entrar no mercado de medicamentos GLP-1, o que é visto como uma oportunidade de crescimento, com vendas que podem iniciar em breve.
Quanto à Fleury, o Goldman reconhece o desempenho robusto da marca premium, que registrou um crescimento de 12% no segundo trimestre de 2026, além de 12,1% no primeiro trimestre de 2026 e 8,6% no quarto trimestre de 2025. Esse crescimento é impulsionado por ganhos em participação de mercado e pela ampliação do portfólio de serviços em algumas unidades. No entanto, a base de comparação para o segundo semestre de 2026 será mais desafiadora, o que pode levar a uma desaceleração no crescimento.
Até agora, as ações da Fleury acumulam uma alta de 27% no ano, em contraste com a queda de 4% da Hypera e a alta de 7% do Ibovespa. Na análise do Goldman, esse desempenho já reflete uma boa parte do momento positivo que a companhia vive.
Por fim, o banco estima um FCF yield de 7,6% para o Fleury em 2027, enquanto a Hypera apresenta um yield de 9,5%, tornando a segunda mais atraente em comparação.
Continua depois da publicidade.
