
Goiás Lança Consulta Pública sobre Espécies em Risco de Extinção
Primeira lista de espécies ameaçadas de extinção em Goiás
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) deu um passo significativo ao abrir uma consulta pública para criar sua lista de espécies ameaçadas de extinção em Goiás. Entre os dias 19 e 20 de março de 2026, a secretaria convida a comunidade científica a enviar informações sobre aracnídeos que habitam o território goiano.
As contribuições podem ser feitas através do site BioData (https://biodata.meioambiente.go.gov.br). Para participar, basta preencher a aba em branco com o nome da espécie, clicar em "consultar" e adicionar as informações no campo designado para "contribuições".
Após essa etapa, os dados serão analisados por especialistas e, posteriormente, integrados às fichas técnicas das respectivas espécies. O objetivo é direcionar estratégias de conservação da biodiversidade, fundamentadas em critérios reconhecidos internacionalmente.
Vale ressaltar que esta é a primeira vez que o Estado desenvolve uma lista própria. Até então, as referências disponíveis vinham de fontes nacionais, criadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Isso significa que uma espécie pode estar ameaçada em Goiás, mesmo que essa condição não seja reconhecida em âmbito nacional.
O processo vai além das contribuições online; ele inclui oficinas com especialistas dos grupos taxonômicos em avaliação, que utilizarão a metodologia científica da International Union for Conservation of Nature (IUCN), referência mundial na classificação do grau de ameaça.
Antes de focar nos aracnídeos, a Semad já havia coletado dados sobre libélulas, anfíbios, peixes, abelhas, mamíferos e répteis, em colaboração com pesquisadores e cientistas.
A expectativa é que cerca de 1,7 mil espécies de vertebrados — incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes — sejam avaliadas, além de 900 espécies de invertebrados, como libélulas, aracnídeos, moscas e abelhas.
Para assegurar um diagnóstico completo, todas as espécies passarão por uma consulta ampla. A participação da comunidade científica é vista como essencial, pois quanto mais informações forem reunidas, melhor será a avaliação.
Esta avaliação segue a metodologia da IUCN, que também é aplicada pelo ICMBio em nível nacional. Para organizar todo esse processo, o sistema BioData foi desenvolvido, funcionando como uma plataforma estadual dedicada à avaliação, armazenamento e disponibilização dos dados da biodiversidade goiana.
Atualmente, o acesso ao BioData está restrito a gestores públicos e especialistas envolvidos na avaliação. No entanto, ao final de todo esse trabalho, o site estará disponível para o público em geral.
Explore mais sobre a importância da conservação das espécies ameaçadas e como você pode contribuir para essa causa.
