Gilmar Mendes: TSE deve ser um 'árbitro imparcial' nas eleições
Em declaração recente, Gilmar Mendes reforça a importância da neutralidade do TSE após as eleições de 2026, destacando a necessidade de clareza nas decisões.
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Por Redação g1 — Brasília
03/11/2026, 08h28 Atualizado 03/11/2026
Nesta terça-feira, 3 de novembro, Gilmar Mendes fez uma declaração importante, enfatizando que a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve atuar como um "árbitro equidistante". Ele ressaltou que "silêncios e hesitações não são neutros", uma observação que ecoa a necessidade de clareza e firmeza em momentos críticos.
Esse posicionamento surge após o segundo turno das eleições, realizado em 25 de outubro, que foi marcado por decisões divergentes entre o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prorrogação do horário de votação. Essas diferenças podem gerar confusão e desconfiança no processo eleitoral.
Gilmar Mendes manifestou sua preocupação com a integridade institucional, afirmando que essa não deveria ter que ser resgatada a cada eleição. Ele elogiou a atuação conjunta dos demais membros do TSE, destacando a importância da colaboração em momentos como este.
De acordo com Mendes, a hesitação nas decisões pode abrir brechas para contradições e servir como justificativa para ataques ao sistema eleitoral. O atual presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia afirmado que a Justiça Eleitoral conduziu o pleito de forma segura e normal.
É digno de nota que, embora Gilmar Mendes tenha se manifestado, ele não citou Kassio Nunes Marques nominalmente, tampouco se referiu a episódios específicos em sua publicação no X. No entanto, sua declaração chega em um contexto sensível, logo após uma eleição que teve decisões controversas no dia do segundo turno.
Um dos eventos que chamou atenção ocorreu no encerramento da votação em 25 de outubro. As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) solicitaram a ampliação do horário de votação devido a relatos de dificuldades para que eleitores chegassem às seções. A campanha de Lula acionou tanto o TSE quanto o STF, e por volta das 17h, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo, decidiu prorrogar a votação até as 19h. Contudo, como algumas seções já haviam encerrado, essa medida não pôde ser aplicada em todos os locais.
Mais tarde, às 17h49, Kassio Nunes Marques enviou um ofício orientando as seções ainda abertas a permanecer em funcionamento até as 19h. No entanto, Cristiano Zanin esclareceu que sua decisão se aplicaria apenas aos locais onde as urnas não haviam sido fechadas.
Gilmar Mendes, em sua postagem, destacou que as eleições de 2026 mostraram que "as instituições de Estado são maiores do que os membros que as ocupam", ressaltando o papel do TSE em garantir que a disputa ocorresse dentro das regras democráticas. Contudo, ele também ponderou que a institucionalidade não deveria precisar ser reafirmada a cada eleição.