Gerdau vê oportunidades de crescimento no minério de ferro

Mesmo com desafios, Gerdau planeja expandir operações em mineração e aumentar competitividade no Brasil.

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Gerdau vê oportunidades de crescimento no minério de ferro
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• 27/10/2026 14h01 Atualizado 27/10/2026 14h01

O presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, comentou que a companhia enxerga oportunidades para expandir suas operações em minério de ferro, mesmo diante do cenário desafiador que o setor enfrenta. Isso inclui pressões relacionadas ao frete marítimo e à volatilidade nos preços da commodity.

“Identificamos espaço para crescer na mineração, seja em ativos industriais, como na plataforma de mineração de Miguel Burnier, ou no conjunto de direitos minerais que possuímos em Minas Gerais”, explicou Werneck.

“Estamos considerando essa possibilidade, mas, no momento, nosso foco é o aumento da produção em Miguel Burnier. Apesar da pressão sobre os preços do minério, isso não diminui nosso interesse na mineração”, acrescentou.

Durante uma teleconferência com analistas a respeito dos resultados da empresa no terceiro trimestre, o executivo mencionou que a Gerdau deve divulgar em breve um novo plano voltado para aumentar a competitividade de suas operações no Brasil.

Nesse período, a receita e as vendas de aço da companhia apresentaram queda. O novo plano, segundo ele, deve incluir estratégias para a redução de custos.

“Estamos desenvolvendo esse plano e teremos mais informações durante o ‘investor day’”, afirmou Werneck.

Na América do Sul, embora a receita e as vendas tenham avançado, o desempenho operacional da Gerdau recuou, em grande parte devido a volumes mais baixos na Argentina. “Aquele mercado ainda não recuperou o dinamismo que tinha”, reconheceu o executivo.

Por outro lado, na América do Norte, que é o principal motor do desempenho da empresa, representando 76% do total no período, a Gerdau observou um crescimento na receita e nas vendas. Werneck acredita que a demanda deve se manter firme nos próximos anos, sustentada por investimentos em data centers e no setor de Defesa.

“Nos próximos anos, há uma expectativa de uma demanda significativa para a indústria naval dos EUA. Acredito que, do lado da demanda, a situação será sólida e a oferta se equilibrará, o que me faz pensar que esse nível de margens deve se manter”, destacou.

O diretor financeiro, Rafael Japur, ressaltou que o mercado americano tem mostrado um desempenho positivo, impulsionado por investimentos orgânicos. “O investimento na expansão da usina de Midlothian [no Texas] foi o maior, atrás apenas do aporte em Miguel Burnier”, completou, indicando que este último recebeu um investimento estimado em R$ 3,2 bilhões.

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